segunda-feira, agosto 28, 2006

O "caso" da malhação malhada

Naquele tempo, lá pelo final da década de 70, malhação era uma moda que ainda estava no começo. Não era ainda tão difundida como hoje em dia. E, justamente, por ser uma nova moda, era um negócio praticado nas esferas mais sofisticadas da sociedade. O preço de uma inscrição nas poucas academias existentes, sai da frente, uma nota preta.

O Delano D’Ávila, aquele jovem e promissor diretor de arte do mercado carioca, trabalhava então na Salles. Um belo dia, de tanto o Studart (outro diretor de arte da mesma agência) batucar na sua cabeça, foi convencido a fazer uma inscrição numa destas referidas academias. Afinal, dizia o Studart, combater uma barriguinha proveniente de umas boas e geladas cervejas nos fins de semana, não fazia mal a ninguém.

Lá se foi o Delano, talvez até porque além de tudo, o Studart tenha falado tanto do mulherio que tinha lá que ele se encantou com o fato.

No dia marcado, nosso herói aproveitou para fazer um lauto repasto à hora do almoço. Comeu pra cacête mesmo. À tarde, trabalho pra caramba, e lá pras tantas, Delano começou a sentir umas cólicas. tomou um remédio, mas a coisa não melhorou muito não. Tentou desistir, mas o Studadrt caiu de pau em cima dele. "Colé, mermão, a essa altura não dá pra desistir. Vamos lá que vai ser bom".E lá se foi o Delano. No final do expediente ele e o Studart adentraram a academia. E eis que o Delano confirmou que a coisa realmente era do outro mundo. Mulheres gostosíssimas, divinas, “dondocas” de primeiro time. Um negócio que por si só já era um colírio para os olhos. Trocando em miúdos, Delano entrou na dança. Trocou a roupa, produziu-se pro baile e mandou ver.Um... dois... direita... esquerda... pra cima... pra baixo...

De repente pintou a tontura, pintou o enjôo. Um mal-estar dos diabos. O negócio foi tão sério que a coisa parou. A instrutora, que parecia realmente entender da coisa, pediu que o Delano respirasse fundo e foi encaminhando ele para uma cadeira. Todo mundo em volta. Aquele vexame. Delano sentou-se na cadeira. Aí a mulher pediu que ele se curvasse e ficasse com a cabeça entre as pernas para melhorar.Bom, foi ai que aconteceu. O peido. um peido desses longos e extremamente barulhentos. Basta dizer que o Delano nunca mais voltou naquelas plagas. Perdeu a taxa de inscrição, a roupa que havia investido. Mas, enfim... aqueles roughs todos depois do almoço. Aquela campanha da Souza Cruz. Logo praquele dia!

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