sexta-feira, agosto 25, 2006

O "caso" da mesa trocada

A L&M foi uma agência que deixou muitas saudades na gente. Bem, talvez alguns não saibam, mas a L&M foi uma agência muito importante para o mercado carioca. Mas, como ela acabou há uns 20 anos atrás... Basta dizer que por ali passaram o Pedrosa e o Mauro Mattos, só pra citar os diretores de criação. Mas, além disso, para falar apenas em criação, o Favilla, Toninho Lima, Victor Kirowsky, Carlinhos Chagas, Marquinhos Guedes, Zil, Ney Azambuja, Nilton Ramalho... basta? Não vai dar para enumerar todos. Desculpem-me aqueles que omiti nesta imcompleta relação. E as contas? Bem lembrado! As contas! Embratel, Philip Morris, Alitalia, Sisal Imobiliária, Óticas Fluminense, O Globo. Ah, a L&M foi uma das responsáveis pela grande virada dos classificados d’O Globo com a campanha "Pequeninos mas resolvem". Quanto aos prêmios, a agência tinha duas ou mais paredes só com diplomas do "Clio", algumas estatuetas. E, perguntem ao Márcio Erlich como nós estávamos na sua cotação da "Janela Publitária", disputa que, na época, era o must da propaganda carioca.

No primeiro final de ano após o seu encerramento*, resolvemos fazer um encontro. Agitamos um convite xerocado que imitava a marca da agência, com um copo de chopp no lugar do &, e mandamos para toda a gente. A festividade foi marcada para perto da época de Natal. Era uma forma de relembrarmos os encontros de fim-de-ano da agência. O comparecimento foi grande. Uma galera e tanto. Era dessas mesas quilométricas, dessas que fazem curva. E começou a bebelança.

Lá pelas tantas, já estava todo mundo calibradíssimo, o Mauro Mattos desaparece. O Giancarlo Marchesini, que havia sido contato lá (dos poucos que conhecí na vida que não eram boys de luxo) e estava perto de mim, olhou em torno preocupado, virou-se para alguns de nós e disse: "O Mauro, cadê o Mauro?" Também olhamos em torno, procurando. O bar cheio, um reboliço, um zum-zum-zum danado. "Já tem um bom tempo que ele saiu da mesa...", continuou o Gian, apreensivo. Bom, resumindo a história, levantamos o Gian, eu e mais alguém, trêbados, cambaleantes, e saímos à cata do Mauro. Fomos no banheiro, nada. Olhávamos em torno, e nada. A vontade que dava era subir em cima de uma mesa e gritarmos o seu nome para ver se ele aparecia.

Voltei pra mesa, sentei-me. Mauro não estava ali. Ninguém o via já há algum tempo. Daqui a pouco aparece o Gian, segurando o Mauro, aliás, a essa altura, os dois se segurando para não cair. Ambos às gargalhadas. Que houve? Afinal, onde estivera o Mauro todo este tempo? A explicação foi realmente hilariante. Mauro fora ao banheiro. Ao sair, encaminhando-se sei lá pra onde, encontrou um grupo de pessoas que conhecia e, um lugar na mesa. A esta altura, Mauro resolveu sentar-se naquela mesa julgando que ali estivera todo o tempo, segundo nos relatou posteriormente. Coisas do futebol! Ali mesmo ficou, até que o Gian o encontrou no meio daquele bar repleto - tinha até gente em pé naquele dia - e o trouxe de volta para nosso grupo.

Nenhum comentário: