quinta-feira, agosto 24, 2006

O "caso" da sessão de cinema

Era um filme de suspense. Mozart dos Santos Mello e senhora entraram no cinema e o filme estava começando. Sentaram-se e ficaram atentos ao enredo que era daqueles de provocar arrepios na espinha.

Lá pras tantas, a senhora Santos Mello ouviu algum ruído e voltou-se para o seu lado. Um clarão no filme escuríssimo e ela identificou uma silhueta que lhe era familiar de alguma forma. Ficou a refletir por alguns instantes e sussurrou no ouvido do marido: "Acho que conheço a pessoa que está aqui ao lado..." Mozart inclinou-se discretamente para a frente. Outro clarão. Voltou-se para a esposa e sussurrou também: "Parece o Vic!" Ela olhou novamente na direção daquela figura que permanecia imóvel e profundamente atenta ao filme, e confirmou que realmente era o Vic, o Victor Kirowsky, diretor de arte da McCann. Santos Mello, por alguns instantes não sabia se falava ou não com o colega de trabalho, até que decidiu-se a dizer baixinho o seu nome para não atrapalhar o bom andamento da sessão.

Qual não foi o seu espanto, quando ao pronunciar o nome do Vic e colocar levemente a mão no seu ombro, ouviu-se aquele berro no cinema. Bom, dizem alguns que até as luzes se acenderam. Mas isto talvez seja apenas a versão do fato. O que é verdade verdadeira mesmo, é que houve o berro.

3 comentários:

André Setaro disse...

Não sabia de seu lado 'causeur' revelado aqui neste interessante 'blog'. Há senso de humor, espiritualidade, e os 'causos' são relatados com ótima fluência capaz de, se lendo um, se querer ler todos de uma vez.

andré setaro

redatozim disse...
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redatozim disse...

Rachei de rir. Inclusive espalhei a "anedota" e indiquei seu blog pra agência toda.