quarta-feira, agosto 30, 2006

O "caso" do cliente teimoso

Este foi-me contado pelo meu amigo Sergio Torres, de Belo Horizonte. E os fatos ocorreram, mais ou menos do jeito que se segue, no transcorrer de uma reunião.

Estava sendo apresentada uma campanha a um cliente. Bom, a agência inteira acreditava, e muito, na referida proposta. Mas o cliente não gostou. Sim, o cliente era do tipo "não gostei". Coisa que aliás é um comportamento "secular" em propaganda. Se um médico dá uma opinião sobre a saúde de alguém, a coisa é levada a sério. Uma equipe de publicitários, grande parte das vezes, não tem a mesma sorte. Apesar de encarar com seriedade o problema passado para eles, existem clientes que quando não gostam, empacam. E, em muitos casos, é mesmo por questão de gosto pessoal. É como se a campanha fosse dirigida a ele, e não ao seu público alvo. É mais ou menos como se ele fosse o consumidor final de seu próprio produto ou serviço.

Em determinado momento, a agência, vendo que o cliente continuava não concordando com a campanha, sugeriu que se fizesse uma pesquisa.

- É, que tal pré-testar a campanha? Daria a todos nós muito mais confiança em seguir adiante. Além disto seria uma forma de sabermos se realmente estamos ou não atingindo o nosso target.

O cliente coçou o queixo, parou, pensou um pouco e soltou de lá a seguinte preciosidade:

-Seria um grande problema... Todos pararam. Atenções em cima do indivíduo que continuou:

-...e se todos gostassem, e eu continuasse não gostando?

Um comentário:

redatozim disse...

Oliva, gostei tanto que roubei e repostei no meu blog. Tá muito bom isso aqui. Parabéns!