domingo, outubro 22, 2006

O "caso" do almoço com as estrelas

A coisa começou porque toda sexta feira a turma da criação da ASA e mais o Luis Márcio Vianna, que era o diretor de planejamento da agência, resolveram fazer um rega bofe daqueles.

Saiamos na hora do almoço, escolhíamos um restaurante em Beagá, e lá íamos nós. Geralmente, voltava todo mundo um pouquinho alto lá pelas três da tarde, nem que isso implicasse em que trabalhassemos um pouquinho mais naqueles dias. Em caso de necessidade, é claro.

O programa, não só tornou-se um hábito, como também, pelo fato de Belo Horizonte ser uma cidade rica em bons restaurantes, transformou-se numa farra gastro-etílica.

Somente para citar alguns, o Dona Lucinha, o Minas I e o Minas II (estes do clube do mesmo nome), o Alpino, o Chez Bastião, o saudoso Germânia, etc, etc.

Mas, o negócio é que a coisa foi se espalhando. No final de um certo tempo ia não somente a turma da ASA, como também da Livre, da Setembro, da DNA, da JMM e muitas outras agências. Tornou-se um encontro semanal de publicitários, um acontecimento.

O mais notável é que eu sai da ASA, fui para a Livre e a coisa continuou. Cada vez maior, cada vez mais repleta de gente. Até optamos em definitivo pelo Minas I, porque era um restaurante grande, tinha um excelente buffet, e dava para juntar diversas e grandes mesas.

Nessa ocasião, a Gláucia, que havia sido tráfego na ASA, foi para o Jornal de Domingo, um semanário de Belo Horizonte, onde escrevia a coluna publicitária. Ela, então, batizou o encontro de “Almoço com as estrelas”.

Saí de Belô e voltei para o Rio.

Mas, acontece que quando ia lá, de férias ou a trabalho, a gente dava um jeito de se encontrar novamente. Rapidamente o Luis Márcio, ou o Sérgio Torres acionavam a turma e lá estávamos nós. Desta feita em jantares.

Voltei para aquela cidade em 1999. Fizemos um primeiro (desta vez também um jantar), e foi gente pra dedéu. O Minas ficou repleto de publicitários.

Já no ano seguinte foram apenas cinco pessoas: Luis Márcio Vianna, Tonico Mercador, Paulo Giordano, Hermínio Naddeo e eu.

Pelo menos, bebemos todas, comemos bem pra cacete e nos divertimos. Até ver estrelas.

4 comentários:

redatozim disse...

Por falar em estrelas, saudades das noites no Pedacinhos do Céu. Falta quorum e sobram fraldas, mas a gente acaba dando um jeito de voltar com a tradição.

Abraço, don Oliva.

Maurilo.

oliva disse...

Realmente o Pedacinhos é um pedaço de lugar. Belo Horizonte tem disso. É uma cidade rica em matéria de lugares inesquecíveis.

Rodrigo disse...

Desses encontros saem amizades que duram muitos anos. E BH realmente é terreno fértil pra esse tipo de coisa. Curiosidade desse mundo pequeno: cheguei a fim do post pra descobrir alguém que conheço, pelo menos de nome, e não sabia que tinha sido da sua turma: o Hermínio Naddeo, que é irmão de meu tio Amadeo (grande jornalista morto em 2002).

abraços

oliva disse...

Pôxa Rodrigo, que coincidência, mas o Hermínio Naddeo, paulista, muitos anos viveu no Rio, depois foi para Belzonte e trabalhou na JMM, onde aliás, formamos uma dupla de criação.