segunda-feira, outubro 02, 2006

O "caso" do disco

Foi numa daquelas tantas e incontáveis viradas dos tempos de L&M. Carlinhos Chagas e eu jantando no Paisano (restaurante de massas que já não existe mais), em plena avenida Rio Branco. Aliás, muitas vezes íamos lá. Era um restaurante bom e barato.

Deviam ser umas nove e meia, mais ou menos. De repente, ao nosso lado, o Ivan Lins e o Mariozinho Rocha. A gente conhecia muito o Ivan por causa da Zurana, uma produtora de jingles que era dele com o Tavito e o Paulo Sérgio Vale. Um dia eu perguntei ao Tavito o porque de Zurana. E ele respondeu que a origem do nome era "um bando de zuretas a fim de grana".

Mas estavam os dois lá, e quando íamos sair, passando pela mesa deles, começamos a conversar. O assunto, claro, a esta altura era trabalho. Nós contando que estávamos numa virada doida, mas que o trabalho já estava alinhavado. Que, se de repente, a gente acabasse na manhã seguinte, tudo bem. Tínhamos adiantado bastante. Daí eles emendaram que também estavam numa virada, mas que era por causa do novo disco do Ivan. E ele, Ivan, se encontrava realmente entusiasmado com a história. O disco era uma guinada na carreira artística dele e por aí afora.
Convidaram a gente para ouvir o disco.

Seguinte: a Odeon, ou melhor os estúdios da Odeon, naquela ocasião eram no prédio bem em cima do Paisano. Nós acabamos optando por subir e ouvir o disco, deixando definitivamente o restante que tínhamos da campanha para a manhã seguinte.

Quando chegamos lá em cima, o Ivan ainda confessou para nós, que fora a equipe artística e técnica envolvida com o disco, nós seríamos os primeiros a ouvir a referida obra. E foi realmente do cacete e muito emocionante a gente ter ouvido em primeiríssima mão todas as faixas de "Somos todos iguais esta noite".

Aliás, até hoje quando escuto alguma música daquele disco, lembro-me daquele dia. Parece que foi ontem.

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