segunda-feira, outubro 30, 2006

O "caso" do sushi de natal

Estava perto do natal. E natal é aquela época em que a gente relaxa. Um ex-dupla meu costumava dizer: “Bicho... estou em espírito de natal...” mais ou menos um mês antes, lá pra meados de novembro.

O que se passa de fato é que depois do dia dezoito de dezembro, fica até difícil a gente se concentrar. É festa aqui, amigo oculto alí, jantar não sei onde. Puf! Você engorda e cansa.

Foi assim que aconteceu no dia que o Geraldo Mello, um fotógrafo amigo meu ligou me convidando para um almoço. Como o Geraldo era um grande amigo e parceirão nos trabalhos - aquele fora o ano da primeira campanha da VS para o Citibank, com fotos dele -, aceitei de bom grado o convite.

Fomos pro Kampai. Aquele “japa” que ficava lá da praia de Botafogo, que aliás era muito bom de serviço. E começamos aquela loucura que é navegar por aqueles barcos de combinados de sushi e sashimi. Tudo, naturalmente muito bem regado a saquê. Um bom saquê nipônico, gelado e com aquele salzinho na borda do copo, pra ele descer mais redondo ainda.

Bom. A verdade é que eu tomei saquê demais. O Geraldo não estava aguentando muito a tal bebida e no final eu estava tomando os meus e os dele. No melhor espírito natalino. E assim foi, até sei lá eu que horas.

Sai de lá. Despedi-me do Geraldo, e aí começa a tal da amnésia alcoólica. Não me lembro como cheguei na VS. Mas cheguei. E o pior, dirigindo. Não me lembro também de muita coisa que aconteceu daí em diante, muitas das quais me contaram depois e eu até hoje não posso garantir se foi o fato, ou a versão do fato. Vamos a alguns deles.

Esse até eu me lembro mais ou menos. Estava eu na produção gráfica. Daí comecei a falar sobre as vantagens de se beber saquê. Entre elas, pasmem, a de que a dita bebida não deixava a gente de porre. Quando me levantei da cadeira, caí no chão.

Entre outras coisas, contam as más linguas que eu tirei o sapato da Silvana Grendene (secretária do Lula) e lhe beijei os pés. E por falar em beijo, taquei um beijo na Maída, um mulherão que trabalhava na mídia. Em plena escada, segundo me disseram.

A verdade é que de todas as histórias que contam deste dia, eu só me lembro do discurso na produção gráfica em defesa do saquê.

Só sei que eu cheguei em casa lá pelas cinco da tarde, apaguei, e acordei no dia seguinte com a maior ressaca que já tive em toda a minha vida. Não só a física, quanto, e principalmente a moral.

Depois disso, nunca mais bebi além de duas doses de saquê.

2 comentários:

Rodrigo disse...

As maiores lendas e apelidos surgem em frias como essa.

Puxei um da gaveta em homenagem:
www.cazz.com.br/mario

abraços

Jonga Olivieri disse...

É Rodrigo. Essa foi uma que eu jamais esquecerei.
Fora o que eu não consigo me lembrar, por mais que me contem.
Triste, sô, mas é uma coisa que fica marcada na vida da gente.