segunda-feira, novembro 27, 2006

O "caso" do enjôo

O Marcos Vinícius fez dupla comigo na VS durante mais de um ano.

Começamos a parceria quando eu tinha pouco mais de um mês de casa, e ele já colocou os pés lá dentro com histórias curiosas.

A primeira delas, que não é tão engraçada assim, foi a do dia do pagamento, que coincidiu com o da festa que a agência fazia para comemorar os aniversários do mês. Ao chegar em casa e parar o carro na porta da garagem, o redator foi assaltado. Levaram o seu carro, e detalhe, um envelope. Dentro deste estava o seu salário.

Mas têm casos engraçados mesmo. Um deles por exemplo era o dos poemas e pensamentos que ele escrevia pelas paredes da nossa sala. Eu até delimitei o ponto até o qual ele poderia "grafitar" à vontade, e o meu limite. Coisa que ele sempre respeitou. Além da linha não havia pichação. No entanto, em pouco tempo, o Marquinhos já estava pichando até as paredes do estúdio.

Um belo dia, o Marcos Vinícius voltou do almoço com um puta dum enjôo. Passando mal mesmo! E o pior é que nós tinhamos uma reunião marcada com um cliente.

Enquanto esperávamos, eu comecei a gozar a situação:

- Pô, cara, já pensou você abrir a porta da sala, na hora da reunião, e vomitar na mesa?

E daí, começamos a viajar nesta brincadeira.

Concluindo, houve a reunião e tudo correu às mil maravilhas, não houve nada. Ficaram só umas boas risadas para trás.

Algum tempo depois ele mudou-se para São Paulo.

Um dia, encontrei o Marquinhos no Rio. E, conversa vai, conversa vem e ele me solta esta:

- Sabe, Jonga, eu tenho que lhe confessar uma coisa...

Parou por alguns instantes, o olhar cabisbaixo, envergonhado.

E prosseguiu:

- ...se lembra daquele caso da vomitada?... Bom, seguinte... eu tava com uma galera lá em Sampa... sabe né, eu contei a história como se tivesse realmente acontecido... (pausa maior)... só que eu contei como se houvesse sido com você.

2 comentários:

Anônimo disse...

Conheci o Marcos Vinicius e sei o quanto é doidao. Ele e bem capaz disso mesmo.

Jonga Olivieri disse...

Disso e muito mais, tenho certeza. Os casos dele ficaram famosos aqui no Rio. Em São Paulo eu não sei, mas parece que ele sumiu. Nunca mais ouvi falar dele.