segunda-feira, julho 30, 2007

O “caso” da viagem à Itália

A L&M pegou a conta da Alitália. Apesar de já atender a Philip Morris, o fato de estar com uma outra conta internacional era uma coisa boa para a agência. De imediato, assistimos vários filmes com cenas belíssimas de várias regiões e cidades da Itália, sempre aéreas, claro.

Antes de mais nada, a L&M colocou um anúncio, criado pelo Mauro Matos e por mim, anunciando a nova tripulação dos próximos anúncios da companhia aérea no Brasil. Entre eles estava lá o meu nome, o do pessoal de atendimento, produção gráfica, de RTVC, em suma, todos os que iriam participar da equipe na agência.

Chegou o momento de criar a campanha. O Mauro, que era o nosso diretor de criação começou a pensar nela. E me escalou, junto com o Victor Kirowsky para criarmos os layouts a quatro mãos. Gostei da idéia. O Vic é um senhor diretor de arte, e eu sempre o considerei um "professor", desde os tempos em que fiz estágio na McCann. Criamos uma campanha com anúncios graficamente soltos, tendo um casal como ponto principal e muitas fotos de locais da Itália – a Alitália tinha um grande arquivo delas – entremeando os textos que acompanhavam as fotografias. Produzimos as do casal aqui no Rio mesmo.

Em dado momento, e após o sucesso da campanha, a Alitália disponibilizou uma passagem de ida e volta a Roma, com hospedagem e outras mordomias. O Mauro ofereceu a viagem ao Vic. O gringo ficou uns dois dias numa angústia danada, fumando cachimbo pra lá e pra cá pelos corredores da agência*. Um belo dia ele saiu da sala do Mauro, feliz da vida. Eu lhe perguntei o motivo de tanta alegria, já que nos últimos dias ele estava aparentemente tão angustiado. E ele me respondeu que tirou um peso da consciência, porque tinha pavor de viajar de avião. Compreendi perfeitamente, pois na época, eu tinha medo de avião, e também, por incrível que pareça, não aceitei o convite**.

No dia seguinte, o Mauro Matos anunciou que ele, Mauro, iria à Itália. E merecia. Afinal, era o diretor de criação e redator da campanha...

(*) Bons tempos aqueles em que se fumava em qualquer lugar. Cigarros, cachimbos, charutos, etc.

(**) Ai, se arrependimento matasse!

15 comentários:

Redatozim disse...

Pois eu, se ganhar passagem grátis em lombo de mula pra Crato, tô aceitando.

Jonga Olivieri disse...

Olha, cara, fui de uma babaquicece que não tem nem como explicar.
Mas, medo de avião é assim mesmo... inexplicável.
Como hoje em dia eu não tenho nenhum, fico puto da vida de ter perdido uma viagem daquelas.
Coisas da vida...

Anônimo disse...

Quem aproveitou bem foi o tal de Mauro Matos. Também com dois cagões assim. Será que ele já não sabia?
O.

Jonga Olivieri disse...

Amigo Otávio. Você continua maldoso, sô!
Não me recordo muito bem de detalhes, passados quase trinta anos, mas, acho que não houve intenção da parte do Mauro. pelo menos quando ele me ofereceu, achei que foi sincero.
O que me impediu foi realmente a fobia de avião de que sofria na época.
Mas, será que ele sabia que eu sofria disso?

jr disse...

O medo de avião pode provocar algumas reações deste tipo. Jogar para o alto uma oportunidade assim só muito pavor mesmo.

Jonga Olivieri disse...

É isso aí. Ainda bem que perdi o medo, porque caso o tivesse, aí mesmo é que seria difícil pegar um avião nos dias de hoje.

Alfredo disse...

Jonga,

Na época não existia caos aéreo. Bons tempos em, que você não decolava ddepois da hora da chegada prevista. ´Se na época você não tinha motivos pra negar o convite, hoje tem alguns bons motivos. Mas eu no seu lugar aceitava na época, hoje e sempre.

Jonga Olivieri disse...

O mais engraçado disso tudo é que de alguns anos para cá não tenho o menor receio de andar de avião.
Hoje, escolho a janela para ir apreciando a paisagem lá embaixo, coisa que não fazia antes, quando pelo contrário, escolhia o corredor e jamais olhava para fora... coisa da vida...

Jonga Olivieri disse...

Uma pessoa (que prefiro não revelar o nome aqui) ligou-me ontem à noite garantindo que o Mauro Matos não me ofereceu a viagem, e que, inclusive eu fiquei puto da vida na época.
Cara, não me lembro disso. No entanto, vou levar o fato para a minha terapeuta.
Será que eu "bloqueei" o ocorrido, passado esses trinta anos?

Anônimo disse...

O Mauro não falou com você. Eu sei disso porque estava lá na ocasião. Você fantasiou esssa parte da história meu amigo. E digo com certeza que quando convidou o Vick, ele sabia que ele não ia topar fazer a viagem. Quem estava a fim de ir era ele mesmo. E conseguiu.

Anônimo disse...

Como tem gente fofoqueira neste mundo!

Jonga Olivieri disse...

Aviso aos navegantes:
As várias pessoas que têm feito intrigas neste caso da viagem à Itália, ficam de antemão avisados que não percam o seu tempo me enviando mensagens de cunho "fofoqueiro", pois elas não serão publicadas.

Cecé disse...

Jonga, ainda bem que ele não te ofereceu né??? com certeza, conhecendo vc, mesmo com fobia de avião - QUE ACHO QUE É DE FAMÍLIA, POIS EU TAMBÉM TENHO E OUTROS DA FAMÍLIA TAMBÉM - você iria nessa viagem!!!!! você é MILLLLLL!!!!!!
beijossssssssssssssss

Jonga Olivieri disse...

Olha, a verdade é que hoje já não tenho medo de avião. Juro pelos deuses... Mas naquele tempo me arrepiava só de pensar em ir ao aeroporto.

Anônimo disse...

Não é fofoca. Peço que publique este comentário.
Trabalhei na L&M naquele tempo (eu o conheço inclusive) e sei que o Mauro Matos curtiu muito aquela viagem.
E tenho certeza absolutíssima de que êle a planejou nos mínimos detalhes, pois, conhecendo o Vic do jeito que conhecia, tinha certeza absoluta de que ele não iria por, não apenas medo, mas por verdadero horror a avião.