segunda-feira, agosto 27, 2007

O "caso" do orçamento

Segue mais um “caso” de Maurilo Andréas, o mais jovem, no entanto, o mais antigo colaborador deste blog.

Lembrei de mais um caso de um certo ex-patrão meu. Apresentávamos uma campanha para um cliente antigo da casa, mas com responsável novo pelo marketing e corria tudo bem. O conceito havia sido aprovado com louvor, o filme foi elogiadíssimo e entrávamos na sempre complicada parte dos orçamentos.

Os custos de mídia geraram algum debate e na hora dos orçamentos de produção os ânimos começaram a se alterar. De repente, bem no meio da apresentação dos orçamentos do filme o novo gerente de marketing do cliente exclama (valores fictícios obviamente):

“Cem mil reais!? Um filme desses eu faço por vinte mil fácil!”

No que o dono da agência responde de bate-pronto:

“Pois então a reunião está encerrada. Senhores, aí está o nosso novo fornecedor. Boa sorte!”.

Até a temperatura baixar foi um custo, mas terminou tudo bem e o filme acabou sendo rodado. Com nosso orçamento, claro.

8 comentários:

jr disse...

Vocês da craição, e essa mania de jogar a culpa de todas as cagadas para o atendimento e o cliente. Por'm e'um caso engraçado. A saída do ex-patrão foi de fato brilhante.

Jonga Olivieri disse...

Eu sempre digo, e repito aqui, JR. Se um dia eu tirar a "sorte grande", a primeira coisa que vou fazer é abrir uma agência "lúdica" sem clientes.
Juro! Vou reunir os melhores amigos e vamos fazer campanhas "pirata". Sem clientes, se "aumentwa a logomarca aí", etc, etc...

Redatozim disse...

Jr, não é mania, é quase uma obrigação. Se a gente não fizer assim eles não aprendem e nós, como criaturas iluminadas, temos o dever de guiá-los pelos bons caminhos da publicidade. Amém.

Anônimo disse...

Isso mesmo. Esse negócio de Criente é que nem Rede Grobo, morou meu?

Jonga Olivieri disse...

É um pobrema muito sério.
Que nem aquele povo do Bráz, em São Paulo, aqueles qy=ue têm um sotaque italiano forte, e que dizem:
-- Ih, meu, eu sou "tigrão", não sou "goiaba" não... "Bidú", ia pegar as "mina". Mas, olha aqui, tô cum os borso vazio...
Daí retira os bolsoa para fora, pra demonstrar que não tem um puto sequer.

Anônimo disse...

Gosto dso comentários de seu amigo Maurilo. Não me esqueço daquele do maestro, em que você encarnava o Ray Conniff. Aliás, me lembra você imitando o andar do Jonh Wayne, Youl Bryne. Nossa!
Denise

Jonga Olivieri disse...

Denise. As pessoas que aqui escrevem são todas pessoas que, antes de mais nada viveram e vivem neste "mundo louco" da publicidade. Por isso escrevem com tanta exatidão o que presenciam no dia-a-dia das agências.
Aliás, aguarde. Amanhã vai estrear mais um, neste blog que eu pretendo que seja um dia um canal para todos os publicitários que queiram contar casos interessantes e engraçados...

Anônimo disse...

Muito da boa essa tirada do ex patrão. Tem cliente que é assim mesmo. Os indivíduos pensam que agências de publicidade têm que fazer tudo bom, bonito e barato, É o famoso bê-bê-bê.
Presenciei cada uma durante minha vida profissional que sa i da frente.
Alex (nao é o Perescinoto)