terça-feira, setembro 25, 2007

O “caso” do cravo que tira cheiro de goró

Nosso grande parceiro Felipe Monsanto rides again...

Mais uma vez estávamos eu e o Jonga (ilustre amigo e meu mestre da direção de arte e de derrubar saquê) no Yamamoto depois do trabalho. Eu sem namorada depois de trabalhar até as dez e pouco em plena sexta-feira. Ele com a patroa em casa já acostumada às viradas de trabalho.

Resolvemos então fechar a semana de ralação com um belo sushi e algumas doses de saquê. Se não me falha a memória eu bebi três ou quatro e o Jonga umas seis ou sete. Mas isso não é nada, pra quem certa vez tentou bater o recorde de Fernando Farah. Um sujeito de 149 kg que bebia 11 saquês. E conseguiu, bebeu 12. Só que na hora do almoço ele voltou para a agência, acabou dando uma encoxada bonita numa secretária boazuda que era Miss Iguaba, trupicou na escada e acabou sendo gentilmente conduzido de volta até sua residência, que por sorte era perto da agência. E por respeito ao ilustre recordista, sem ter seu dia de trabalho descontado em folha. Afinal de contas o patrão também era chegado num saquê e acho muita graça na saliência do Jonga com a tal secretária.

Não sei se por conta exatamente deste episódio ou deste e mais alguns juntos, a patroa do Jonga fica furiosa quando ele toma umas e outras que não seja em datas comemorativas e sob a vigilância dela que manda parar quando ele começa a contar piadas de papagaio. Até as de português a coisa vai, contou a primeira de papagaio a dona patroa arranca-lhe o copo da mão na frente das visitas e manda beber dois copos d'água imediatamente. E o Jonga atende, prontamente, sempre!! Rindo muito, claro, mas atende!!

Nesse dia pegamos um táxi depois do sushi e o Jonga foi contando que já sabia que ia ouvir esporro da patroa por causa de cheiro de goró. Eis que o motorista, sem ser chamado na conversa, diz ter a solução:

- Meu amigo vou resolver o seu problema.

E encostou a porra do táxi em frente à favela Santa Marta por volta da meia-noite e começou a vasculhar tudo dentro do maldito táxi, já explicando:

- Minha mulher também fica fula da vida quando eu bebo...

Depois de uns cinco minutos, acha um saquinho com cravos-da-índia e manda o Jonga mastigar logo três. O motorista devia ser um cachaceiro de primeira, afinal isso é coisa mesmo de pinguço!

Como eu estava sem namorada, fiquei livre desta. Enquanto o Jonga travava uma puta batalha com os cravos, o cheiro deles se espalhava pelo carro. Devo ter chegado em casa cheirando a cravo...

Na segunda-feira, encontro o Jonga e pergunto:

- E aí Jongão, o cravo funciona?

Ele abre um grande sorriso e diz:

- Funciona pra caraaaalhooooo, Felipão! E já tirando um recém-comprado saquinho de cravos do bolso, e sacodindo (o saquinho de cravos) com toda satisfação.

Diante de tanta alegria e do "funciona pra caralho" achei até que o cravo fazia mais coisas do que simplesmente tirar cheiro de goró, mas em respeito ao amigo achei melhor não perguntar. Ou teria sido o saquê?

Até hoje não sei a resposta...

10 comentários:

Jonga Olivieri disse...

Felipão. Antes de qualquer coisa obrigado pelö "(...) meu mestre da direção de arte e de..." (sic).
O caso é memorável. O cravo da Índia... é mesmo, preciso ter um novo estoque em casa. Agora mesmo, no presente momento passo por alguns probleminhas (puramente pontuais) porque me excedí um pouco no vinho do almoço de domingo. Muito embora, neste caso o çravo, pouco ia adiantar porque ela foi "testemunha ocular da história". Que fazer? O prazer do copo (quando em excesso) tráz alguns dissabores. Para além das conseqüências físicas, um certo "zum-zum-zum" nos ouvidos. Porque mulher quando deita a falação, sai de baixo. Ou, pior ainda o 'gelo' na relação do casal.
Preços do prazer. Mas, Baco está do meu lado. Baco há de me proteger. Assim seja... hehehe

jr disse...

Quer dizer que o Jonga é um assíduo mastigador de cravos? A julgar pelo que sempre bebeu e gostou de entornar, deve andar por aí com quilos de cravinhso nos bolsos (rs)

Jonga Olivieri disse...

Será que daí vem o romance de Jorge Amado? Afinal, crvo e canela...

Redatozim disse...

Jongaça cravo e Cachaça

Jonga Olivieri disse...

E quanto mais cachaça mais cravo é preciso.
Lembrei-me daquelas balas de cachaça que vendem no "Mercado" aí de Beagá. E o sucesso que fizeram em São Bernardo?
Nada melhor do que tomar um puta dum porre sob a desculpa de estar apenas "chupando umas balinhas...".
Êêêêiii nóis!

Anônimo disse...

Gostei do Jongaça Cravo e Cachaça. Boa, muito boa essa, Redatorzim. Isso sempre foi um pinguço que sai da frente.
Otávio

Jonga Olivieri disse...

Essa vai acabar pegando. Viu, Felipão? O que arranjaste pra mim?

Anônimo disse...

Muito boa a história do Felipão a respeito da funcionalidade dos cravos da índia.
Essa eu aprendi naquela Copa do Mundo do Japão. Assistíamos os jogos na casa de amigos e, nada obstante os jogos começarem às 7:00 horas da manhã ou até antes, com todo um dia de trabalho pela frente, sempre derrubávamos lá nossas caixas de cerveja....depois eram distribuídos cravos para a galera que ia para o trabalho. Excelente expediente.
"N"

jr disse...

Muito bom caso. Principalmente por saber alguns detalhezinhos da vida do senhor Jonga.
Quer dizer que em casa quem pia é ela, né isso?
Essa foi muito boa. Cravo nele. Precisa e muito. Há, há!

Jonga Olivieri disse...

Vá lá, JR. Vá lá... tem horas em que é preciso um "cravinho" para abrandar a "ira" da "Dona Onça*.
Afinal, acho que é rara aquela que gosta de ver o marido bebum.
Faz parte do "gênero". Pelo menos se ela não bebe. Quando também bebe, aí a história é diferente.
Não é o meu caso.

(*) Expressão utilizada por Roberto (Boca) Quintas. Um diretor de arte das Alterosas, que é uma das pessoas mais engraçadas que conheço.