quinta-feira, junho 12, 2008

O “caso” do hipersalário

Houve um tempo em que existiu um mercado publicitário no Rio. Pasmem, mas isto realmente é verdade. Os salários eram, pelo menos razoáveis, e em alguns casos, muito bons. Quando eu trabalhei na Salles, seguramente toda a nossa equipe ganhava entre os melhores. Eram salários pra ninguém botar defeito. Não me lembro dos valores porque ainda era a época do “cruzeiro”, mas giravam em torno de uns cinquenta (1) a sessenta salários mínimos de então.

Acontece que, naquele tempo, eu dizia que existiam duas agências na cidade que eu não queria trabalhar de jeito algum. Uma era a Norton, outra era a Artplan. A Norton porque era uma agência instável. Vez por outra, Geraldão – como era conhecido o Geraldo Alonso –, vinha de São Paulo como “interventor”, olhava pra um, pra outro e mandava metade da agência embora. Pelo menos era o que contavam aqueles que por lá passaram... A Artplan, bom, porque na Artplan, a criação tinha que entrar pelos fundos no seu suntuoso prédio da Lagoa (2). E de quebra ainda tinha um sujeito anotando a hora que você chegava. Ou saia. Hummmm!

Justamente quando estava na Salles, ganhando bem pra “dedéu”, fui chamado na Norton. Bom, é o tal caso, deixar de ir seria “grosseiro”. Até porque quem me chamou foi o Ney Cantinho, naquele momento diretor da filial do Rio, e conhecido profissional de atendimento com quem havia trabalhado na McCann-Erickson. Chato, né? Tinha que ir, tinha que conversar. Afinal, você estando no mercado não poderia fazer uma desfeita dessas. Fui.

Chegando lá, levamos um papo, lembramos dos velhos tempos de McCann, rimos muito, etc, etc. Até que chegou a hora “dos finalmente”, como se diz no popular. Bom, o Ney perguntou quanto eu queria para ir trabalhar lá. Eu já havia pensado justamente neste momento. Gente, chutei um salário que era mais ou menos umas quatro vezes o que eu ganhava na Salles. Eu sabia que não ia colar, mas caso colasse, seguramente viria a ser o maior salário do mercado. O Ney olhou pra mim. Senti que engoliu em seco, mas não perdeu a pose. Ficou de me dar uma resposta... depois. Resposta que, claro, nunca veio. Mas eu juro que fiquei feliz da vida. Pelo menos o Geraldão não poderia olhar para mim e me mandar embora só porque não foi com a minha cara.

(1) Como o acordo ortográfico já está valendo, aviso aos navegantes que o trema acabou.

(2) Tem uma caso “famoso” na Artplan, em que a criação estava descendo o elevador na hora do almoço. O diabo do “ascensor” parou justamente no andar da diretoria, que mandou todo mundo sair para que eles descessem “em paz”.

domingo, junho 01, 2008

Un blog ami a Paris

Meus amigos Ronaldo e Eliana moram em Paris desde 1992. Bom, ela acabou de colocar no ar o seu blogue: “Cadernos de Paris”, contando curiosidades e falando de roteiros interessantes sobre a Cidade Luz, à luz de seus mais de 16 anos de vivência por lá. Para mim, um blogue amigo, uma nova fonte de consultas e conhecimentos neste mundo da web. O link está aí ao lado, mas se preferir, clique aqui http://cadernodeparis.blogspot.com/
E desfrute...