segunda-feira, setembro 22, 2008

Um velho ditado chinês

Conheci poucos redatores com o talento e a capacidade criativa de Paulo Cézar Costa, o Paulinho. Eu tive a honra de ter trabalhado com ele por dois períodos, ambos na VS. No segundo formamos uma dupla de criação por quase cinco anos. Depois, continuamos a trabalhar em frilas, e sempre que pude, contei com o seu toque de gênio.

Paulinho, entre outras coisas criou “Coca-Cola é isso aí”, quando diretor de criação da McCann-Erickson do Rio de Janeiro. Um tema que rodou o mundo, traduzido para sei lá quantos idiomas. E, na VS, a memorável campanha “Veja indispensável”, frase usada até hoje como slogan da revista e que faturou muitos prêmios, inclusive um Leão em Cannes.

Mas uma das características de Paulinho era o seu amor pela criação, encarando com o mesmo carinho uma grande campanha ou um pequeno anúncio. A outra era a sua simplicidade, humildade profissional e caráter.

Infelizmente, Paulinho nos deixou aos 57 anos. Mas os amigos só se recordam das coisas boas que fizeram dele o grande ser humano que sempre foi. Aí, lembrei daquele ditado chinês que diz algo como: “quando eu nasci, todos sorriam, apenas eu chorava... quando eu morrer, todos chorarão, apenas eu sorrirei”.

12 comentários:

Anônimo disse...

Tem tempo que você não publicava nada. Entrei hoje e vi duas novas matérias.
Paulinho é uma perda irreparável para a publicidade.
Ernani

jr disse...

Sei quem é o Paulinho, muito embora nunca tenha trabalhado com ele.
Era um profissional de respeito e não sabia que morreu tão cedo.

Jonga Olivieri disse...

Concordo plenamente com você, Ernani.

Jonga Olivieri disse...

É, o Paulinho tinha 57 anos. Seis a menos do que eu.
É... estou ficando véio...

Anônimo disse...

Sinto muito a perda de uma pessoa de quem nunca ouvi alguém falar mal. Em todos os sentidos.
Cantídio Tarsitano

Jonga Olivieri disse...

Eu também acho que não pode haver alguém que fale mal do Paulinho. Nem pessoal nem profissionalmente.

Anônimo disse...

Paulo Cesar Costa eh um nome conceitudo no mercado. E um bom sujeito em todos os sentidos. Sinto muito.

Anonymous
New York

Jonga Olivieri disse...

Pois é, caro Anonymous,você é mais um a engrossara esta fileira de fãs incondicionais do Paulinho.

Jonga Olivieri disse...

O Rafael, que trabalhou com o Paulinho recentemente, mandou este comentário para o meu e-mail pessoal. Achei que devia colocá-lo aqui.

O Paulinho era uma figura muito especial e única. Um grande cara que vai ficar marcado pra sempre em nossas vidas.
Falo com o maior orgulho pra todo mundo que conheci ele e trabalhei com um fera e que acima de tudo eu gostava imensamente dele. Um cara super gente boa que estava sempre feliz e era muito "brincalhão".
Fazia todos sorrir com suas piadinhas e estórias pra lá de engraçadas e interessantes.
Agradeço à Deus por ter essa oportunidade de ter convivido com ele um período curto, mas inesquecível.
E é pra Deus que rezarei pedindo pra ele descansar em paz e iluminar a sua família nessa hora tão difícil.
Um super obrigado è ele por tudo!

Mariflor disse...

É difícil ser original ou acrescentar algo em relação ao Paulinho.
Em um mercado tão complicado como o nosso, com tanta gente que "se acha" foi realmente uma honra ter trabalhado com um cara como ele.
Uma coisa de que nunca esqueço é que ele tinha a capacidade incrível de ver além do óbvio.
Na VS ele me incentivou a aproveitar minha voz e virar dubladora.
Infelizmente, dava trabalho começar uma carreira nova e a preguiça foi mais forte.
Mas lembrarei para sempre do fato de um "diretor" de criação ter enxergado além da revisora, ter visto uma pessoa.
O céu deve estar uma festa. Só estão indo embora os muito bons...

Jonga Olivieri disse...

Disseste tudo Maryflower!
Paulinho foi um caso à parte na publicidade. Sua simplicidade, e, até uma certa timidez fizeram dele o que foi.
Sorte de nós que o conhecemos. E como aprendemos com ele!!!

Fábio Buddy disse...

Garanto que Narciso não foi à missa. Ele é muito escroto.
Dentro em breve mando outro caso inédito deste facínora.