terça-feira, setembro 29, 2009

O "caso" do disco (Republicação)

Até porque nesta semana o Ivan entrou como meu seguidor no twitter, eu achei que valia a pena republicar este “caso” escrito em 1999 e publicado neste blogue em 2 de outubro de 2006.

Foi numa daquelas tantas e incontáveis viradas dos tempos de L&M. Carlinhos Chagas e eu jantando no Paisano (restaurante de massas que já não existe mais), em plena Avenida Rio Branco. Aliás, muitas vezes íamos lá. Era um restaurante bom e barato.

Deviam ser umas nove e meia, mais ou menos. De repente, ao nosso lado, o Ivan Lins e o Mariozinho Rocha. A gente conhecia muito o Ivan por causa da Zurana, uma produtora de jingles que era dele com o Tavito e o Paulo Sérgio Vale. Um dia eu perguntei ao Tavito o porque de Zurana. E ele respondeu que a origem do nome era "um bando de zuretas a fim de grana".

Mas estavam os dois lá, e quando íamos sair, passando pela mesa deles, começamos a conversar. O assunto, claro, a esta altura era trabalho. Nós contando que estávamos numa virada doida, mas que o trabalho já estava alinhavado. Que, se de repente, a gente acabasse na manhã seguinte, tudo bem. Tínhamos adiantado bastante. Daí eles emendaram que também estavam numa virada, mas que era por causa do novo disco do Ivan. E ele, Ivan, se encontrava realmente entusiasmado com a história. O disco era uma guinada na carreira artística dele e por aí afora.

Convidaram a gente para ouvir o disco.

Seguinte: a Odeon, ou melhor o estúdio da Odeon, naquela ocasião era no prédio bem em cima do Paisano. Nós acabamos optando por subir e ouvir o disco, deixando definitivamente o restante que tínhamos da campanha para a manhã seguinte.

Quando chegamos lá em cima, o Ivan ainda confessou para nós, que fora a equipe artística e técnica envolvida com o disco, nós seríamos os primeiros a ouvir a referida obra. E foi realmente do cacete e muito emocionante a gente ter ouvido em primeiríssima mão todas as faixas de "Somos todos iguais esta noite".

Aliás, até hoje quando escuto alguma música daquele disco, lembro-me daquele dia. Parece que foi ontem.

14 comentários:

Anônimo disse...

Suas últimas postagens foram do tipo 'olha só quanta gente importante eu conheço'. Luma, Beth Jobim e agora Ivan Lins. Está ok, Jonga, mas não precisa esnobar. Preciso fazer é o meu Twitter
Otávio

Jonga Olivieri disse...

Vou levar o caso para a análise. Talvez proceda... Mas sao "causos" que fazem parte de uma história construída na publicidade, na ralação de um dia a dia feroz e exaustivo.
De qualquer maneira, fica o registro. O seu Tavinho. Amigo também é pra levantar questões deste tipo.

Jonga Olivieri disse...

E você acordou cedo hoje...

Jonga Olivieri disse...

Acabei de receber um comentário de um primo de Salvador no meu endereço postal que publico a seguir:
"Os casos de Luma e da filha de Tom Jobim revelam o quanto deve ser mesmo prazeroso o seu trabalho. Aliás, arrisco dizer que isto explica o fato de vocês gostarem tanto do que fazem: o melhor não é o produto, a peça ou campanha publicitária, mas o processo onde os "casos" acontecem.
Sua vida profissional é uma 'história'."
Sim, caro Isaias, há um todo de prazeres e desprazeres. Nas campanhas políticas temos que conhecer certas figuras que, sai da frente.
Não quero enumerar os seus nomes aqui, porque cliente é cliente, e, em última instância quem sabe um dia... Voltam a me chamar.
Porque, como no caso de qualquer produto, é parte do negócio vender bem, comprar suas “qualidades” (?) e divulgá-las, contra tudo e contra todos. E o pior, contra nós mesmos. Convencermo-nos de que aquilo é bom.
O mais engraçado é que eu consigo um distanciamento do tipo Brechtiano. Afinal, é assim com qualquer pasta de dente...

Anita disse...

Discordo desse pessoal que fica falando isso tudo de unveja.
Se você conheceu celebridades é normal que publique suas histórias. Até porque, veja bem, como respondeu a seu primo tem também os que não são agradáveis de conhecer.
Amei este caso do Ivan Lins. E A-DO-RO este disco dele.

Jonga Olivieri disse...

Obrigadão Anita, pela defesa...

gauchescas disse...

Como já te disse, acompanho este teu blog, e até gosto dele, pois é muito bem escrito.
Embora tu saiba que detesto publicidade por questões que, bueno, nem merecem ser discutidas aqui.
De vereda posso dizer que estou a comentar porque gostei deste "causo". Tem um que de poético em suas entrelinhas.
Mas antes que este meu papo vire tererê, posso te garantir que por ser tua fã, estou aqui comentando novamente.

Anônimo disse...

Sobre “Edição histórica... 20 anos depois”
Jonga, moro hoje no Centro-Oeste mas vivi parte de períodos lembrados por você, pois trabalhei 10 anos em uma agência da Rua Dona Mariana, onde iniciei carreira e, no post acima referido, você cita pessoas com quem convivi (nem sempre simultaneamente com todas, algumas quando chegaram, outras já haviam saído), mas, enfim, a questão é: teria este jornal em algum site/blog específico como pdf? Como disse, lembro de muitas pessoas que escreveram nesta edição, mas não lembro do jornal do CCRJ em si, talvez por baixa tiragem ou amnésia mesmo. Pra encerrar, sobre “edições históricas”, há uma sonora, não sei quem teria, a minha foi extraviada em meio a viagens/mudanças posteriores. Lembrei porque no seu post está o nome do Fábio Fernandes e ele também está neste... LP!! O nome é “With a LYRA help from my friends” (Marcos Silveira parece que também está no time/elenco). O nome da produtora/gravadora tá na cara. A arte acho que foi feita na artplan. Seria bom se este som fosse parar no youtube, pois não lembro de nenhuma faixa específica. Sei lá, divagations, já que nem tudo a informática acaba recuperando. É necessário um pouco de nossa organização, também, o que não foi meu caso, ao perder esse disco. Grato, Ameriquinha Rubro.

Jonga Olivieri disse...

Esta é a Ieda Maria Schimidt. Uma mulher de personalidade!

Jonga Olivieri disse...

Pelo que entendi é torcedor(a) do América F.C.
Mas vamos às suas indagações.
Primeiro, que eu saiba não há nenhuma edição em PDF deste número na "rede".
Quanto a tal publicação sonora deste número da revista, nunca ouvi falar.
Sei que existem várias tentativas de gravar comerciais da época em LP. Vê se pode? Long Play... Isto mesmo. Mas não sei aonde possam estar. Lembro de uma em que estavam envolvidos o Liber, o Toninho Lima e outros. Liber está em Portugal, Toninho nem sei por onde anda.
Que eu tenha conhecimento, o Lula Vieira tem uma grande coleção de comerciais antigos (digo, do tempo do Reclame) e também já antigos daquela época (1970/80).
Dizem até que tem um grupo de salas na Cidade onde os arquiva. Mas, creio é tudo um pouco lenda.
Mas é o que tenho de informação mais palpável.
Uma curiosidade: Já procuraste o título “With a LYRA help from my friends” no YouTube? Talvez apareça algo.
mas foi um prazer, amigo... E tomara que eu possa ter ajudado em alguma coisa.

Leonardo disse...

Também acho ótimo este disco do Ivan Lins. Acho mesmo que foi a grande fase dele. Tem aquele fado em que diz: "navegar é preciso... viver não é preciso!" que é lindo e diz tudo da alma lusa, da importância do mar para aquele povo, em que navegar chega a ser mais importante do que a própria vida. Lindo! Bravo!

Jonga Olivieri disse...

Ora, quão poético, ó pá!

Anônimo disse...

Essas sua republicacoes estao otimas. Tem sido um prazer muito grande le-las, ja que nao as li na epoca, ate porque quando comecei a acompanhar este blog ja existiam muitos casos publicados.

Anonymous
New York

Jonga Olivieri disse...

Thanks newyorker...