sexta-feira, janeiro 29, 2010

Ronaldo

Tenho recebido e-mails e até telefonemas sobre o saudoso amigo Ronaldo Graça.

Desde a sua morte, traumatizado, apesar de estarmos a esperar o acontecimento devido ao seu delicado estado de saúde, tenho pensado em publicar uma matéria sobre ele. São muitas coisas, um longo tempo de convívio que culminou na véspera de sua viagem de volta a Paris em agosto último.

Estou a escrever, mas, para além do pouco tempo disponível, sempre acho que falta alguma coisa. Um pequeno detalhe que seja. Acho que ele merece uma postagem à altura do que foi e representou para mim, e, creio, todos os que o conheceram.

Prometo para breve.

sábado, janeiro 02, 2010

Um osso duro de roer








Havia uma conhecida com quem havia feito um trabalho Ela tinha um estúdio chamado Texto e Arte. Era um folhetão, quase uma revista e que teve um bom resultado.
Um dia ela me ligou e perguntou se estava a fim de pegar um novo frila. Um cartaz e convite para um evento do Castelinho do Flamengo. E, um pequeno detalhe. Era um evento para comemorar os 30 anos de surgimento da Jovem Guarda.
Bom, a primeira coisa que me ocorreu é que eu sempre detestei o dito movimento musical. Primeiro porque na época de seu auge havia uma disputa entre ele e a MPB (Música Popular Brasileira). A Jovem Guarda a pregar a alienação, os valores vazios de carrões e anelões, e a MPB a lançar temas mais conscientes, numa época em que isto era necessário.

Mas é o tal caso, a gente tá na chuva é pra se molhar, certo? No dia a dia da publicidade fazemos propaganda de produtos que não gostamos ou até mesmo que não acreditamos. O que fazer? São ossos do ofício. Mas às vezes existem “ossos duros de roer”.
Topei o trabalho. E começamos. Entrei no clima, fui a uma reunião no Castelinho do Flamengo, que por acaso ficava ao lado da agência, o que facilitava muito a coisa. Lá encontrei a Lúcia Rito, que, para além de estar no “Caso” do leão (republicado recentemente), ainda era amiga de uma de minhas irmãs.

Aos poucos fui pesquisando o visual da época, arranjei uma foto excelente do Arquivo Abril de Imagens, o que facilitou o trabalho. E o cartaz/convite (transformei numa peça só, com dobras) acabou ficando de um jeito legal. De resto, foi mesmo “uma brasa, mora”, porque “mandei tudo pro inferno”. Inclusive o osso...