sábado, janeiro 02, 2010

Um osso duro de roer








Havia uma conhecida com quem havia feito um trabalho Ela tinha um estúdio chamado Texto e Arte. Era um folhetão, quase uma revista e que teve um bom resultado.
Um dia ela me ligou e perguntou se estava a fim de pegar um novo frila. Um cartaz e convite para um evento do Castelinho do Flamengo. E, um pequeno detalhe. Era um evento para comemorar os 30 anos de surgimento da Jovem Guarda.
Bom, a primeira coisa que me ocorreu é que eu sempre detestei o dito movimento musical. Primeiro porque na época de seu auge havia uma disputa entre ele e a MPB (Música Popular Brasileira). A Jovem Guarda a pregar a alienação, os valores vazios de carrões e anelões, e a MPB a lançar temas mais conscientes, numa época em que isto era necessário.

Mas é o tal caso, a gente tá na chuva é pra se molhar, certo? No dia a dia da publicidade fazemos propaganda de produtos que não gostamos ou até mesmo que não acreditamos. O que fazer? São ossos do ofício. Mas às vezes existem “ossos duros de roer”.
Topei o trabalho. E começamos. Entrei no clima, fui a uma reunião no Castelinho do Flamengo, que por acaso ficava ao lado da agência, o que facilitava muito a coisa. Lá encontrei a Lúcia Rito, que, para além de estar no “Caso” do leão (republicado recentemente), ainda era amiga de uma de minhas irmãs.

Aos poucos fui pesquisando o visual da época, arranjei uma foto excelente do Arquivo Abril de Imagens, o que facilitou o trabalho. E o cartaz/convite (transformei numa peça só, com dobras) acabou ficando de um jeito legal. De resto, foi mesmo “uma brasa, mora”, porque “mandei tudo pro inferno”. Inclusive o osso...

10 comentários:

Anita disse...

Não pequei esse tempo, mas hoje estão todos cantando juntos. KKKKK!

Jonga Olivieri disse...

Tem toda razão. Coisas da vida, dos tempos. E, pior, da mediocridade da música brasileira hoje em dia.

Anônimo disse...

Ficou um belo cartaz. E remete ao grafismo da época. Parabéns.
Cantidio

Jonga Olivieri disse...

Obrigado pela crítica ao trabalho.

Leonardo disse...

Também gosto do cartaz.
E havia mesmo uma corrente da MPB e outra da Jovem Guarda.
O que esculhambou tudo foi a Tropicália.
Outro dia assisti Os doces bárbaros na TV Brasil e achei tétrico.

Jonga Olivieri disse...

A Tropicália foi uma viagem... de ácido!

Anônimo disse...

Gostei demais do cartaz, mas nao concordo com a sua opiniao sobre a JG.

Anonymous
New York

Jonga Olivieri disse...

Gosto não se discute.

redatozim disse...

Ah, Don Oliva, o Tremendão!

Jonga Olivieri disse...

Tenho um amigo cujo apelido é Tremendão.
Estou em falta contigo, mas uma hora dessas comento no seu blogue.