terça-feira, março 30, 2010

O "caso" do Capitão Aza


Continuando a republicar postagens mais antigas, segue esta de setembro de 2006.

O Capitão Aza (assim com “zê” mesmo), era este cara aí na foto que na TV Tupi concorria com o Capitão Furacão da TV Globo. Costumava aparecer na televisão num suposto avião, com capacete, nuvenzinhas e tudo a que tinha direito. Além do que, como seu principal rival, apresentava os principais desenhos animados e demais entretenimentos para a garotada de então.

Eram figuras folclóricas naquela época. E tinham, ambos, casos muito estranhos. Conta-se, que o Capitão Furacão num determinado dia sorteou alguns dos seus “grumetes” para navegar numa escuna pelos mares da vida. O Capitão Furacão era caracterizado como um velho “lobo do mar”, e tinha como sua principal ajudante uma garotinha, a Elisangela (1). Pois bem. Começada a viagem, o tal do “comandante”, começou a enjoar, passar mal, e no final foi resgatado por um helicóptero em alto mar. Um puta dum vexame!

Mas, voltando ao Capitão Aza. Era uma figura. Fazia propaganda da FAB. Enaltecia a "gloriosa" força aérea, era um estardalhaço. E, até dava o maior dos ibopes.

Um determinado dia, nosso colega Victor Kirowsky trafegava em sua inconfundível Variant de cor vinho (2), quando esbarrou num Puma. Esbarrou é o modo de se dizer. Bateu mesmo.

Abriu-se a porta e sai de lá o comandante in self. Começa então uma discussão de quem era ou não o culpado do incidente. Dizem que o capitão era meio violento. Até contavam as más línguas que ele era agente do SNI. O Vic, certamente, com o seu cachimbo à boca, no melhor estilo Monsieur Hulot, ouviu a presopopéia toda do apresentador televisivo, que no final, virou-se para ele e falou em altos brados:

- Sabe com quem está falando? Com o Capitão Aza!!!.

Victor Kirovisky baforou seu cachimbinho, olhou para o cara e respondeu com seu carregado sotaque de gringo:

- Prazer... Capitão Marvel!

Fechou a porta da Variant e arrancou sem dizer mais nada.

(1) Aquela mesma que é filha do comediante Zacarias e até hoje continua a trabalhar na TV.

(2) Até hoje muita gente não sabe como a Variant do Vic andava. Mas eu juro que sim!

terça-feira, março 23, 2010

O blogue da sobrinha




Ludmila Olivieri é minha sobrinha, atriz e produtora. O seu blogue está marcado aí ao lado nos links. E tem alguns momentos de seu desempenho de atriz, como no curta “A espera” que vale a pena conferir, para alem de reflexões e textos variados.

Começou sua carreira em teatro ainda estudante no Colégio São Vicente e lá a vi crescer em peças como “O diário de Anne Frank” e tantas outras, pois todo ano eles montavam uma nova. Posteriormente trabalhou profissionalmente tanto em peças teatrais infantis como tambem destinadas ao público adulto.

Clicando no link http://www.youtube.com/watch?v=UJEpAbi7uMQ você pode assistir um excelente desempenho dela em reprodução de cena da “Rainha da sucata”.

No momento dedica-se à produção de um filme (que tambem vai dirigir) cujo título é “Todo dia” e que terá em seu elenco a atriz Elizabeth Savala.

sábado, março 20, 2010

Uma republicação para minha amiga Carla

“Já nas bancas. Não perca!” Este era o título de uma postagem em que anunciava o lançamento de uma revistinha do Maurício de Sousa no qual minha ex-dupla Carlinha estreava como personagem de um número dedicado à página na web que reúne um grupo de admiradores da Mônica e sua turma que visitou os estúdios do merecidamente famoso quadrinista.

Na capa acima ela é a primeira da esquerda para a direita, na primeira fila (veja a seta amarela). Abaixo segue o artigo postado em 18 de março de 2007.
Como almoçamos na cidade recentemente, lembrei de republicá-lo. A Carla merece.

“Carla Pacheco, além de brilhante redatora é a mais nova personagem do Maurício de Sousa.
Isso mesmo, minha querida amiga e ex-dupla tornou-se a “Caula”, amiga da Mônica, Cebolinha e sua turma na revista agora publicada pela Panini Comics: ‘Uma aventura no Parque da Mônica - Orkontro no Parque!.’
Meus palabéns Caula por mais esta empleitada de sucesso em sua vida.”

quinta-feira, março 18, 2010

Ainda sobre o Ronaldo


Na foto acima, Ronaldo Graça (nosso Personal Guide em Paris) em 1992, ao lado da Vi e eu mesmo... Ao fundo o histórico Hotel de Ville.

Uma vez, estava a conversar com meu filho e fiz-lhe uma pergunta. Ele olhou pra cima, pra baixo, pensativo. Daí eu cobrei dele uma resposta, mas instantaneamente ele retrucou: “Espera, papai, deixe-me pensar um pouco sobre o assunto!”.
Pois bem, Ronaldo Graça era assim tambem. Uma pessoa que gostava de pensar um pouco antes de responder. Ele era um sábio. Gostava que as coisas estivessem claras. Sim, porque às vezes, na pressa de responder falamos cada “besteira” que sai da frente.

Ronaldo era um sujeito meticuloso, cuidadoso em todos os campos de sua vida. Tanto pessoal quanto profissional. Lembro que uma vez passei para ele a finalização de umas ilustrações para uma campanha da IBM. O prazo era curto, mas ele, virando noites em sua casa, entregou-me tudo em telas cuidadosamente pintadas a óleo. Um primor de trabalho. E, detalhe, tudo sequinho, pois ele usou um produto para acelerar a secagem da tinta a óleo.

Meditava todos os dias. Às vezes ligava para a casa dele e a Eliana (sua esposa) me dizia; “Jonga, liga mais tarde porque ele está a meditar”. Não é fantástico?

A foto acima é uma das muitas que me recordam os momentos inesquecíveis que passamos com ele em Paris. O seu cuidado em escolher os roteiros a cada dia em que nos guiou foram surpreendentes. Vejam bem, o Ronaldo, que na época morava em Paris há mais de um ano, ia todas as semanas ao Louvre e lá passava algumas horas para admirar cada pedacinho daquele fantástico museu.
Na sua meticulosa forma de ser ele queria absolver tudo o que aquele fantástico acervo podia lhe acrescentar. Cada sala, cada corredor, cada um dos muitos setores do museu.
Quando digo que considerava ele um “irmão” mais velho é por esses pequenos detalhes e pelo tanto que me ensinou durante todo o tempo de nosso convívio.

Existem pessoas que jamais poderiam morrer. E o Ronaldo é uma delas. Mas, podem ter certeza, seus ensinamentos, sua amizade, sua sabedoria, não vão morrer enquanto alguem que o conheceu estiver vivo.

Mais um blogue de publicidade no pedaço

É só ver nos links aí ao lado. O nome é “puracatapora” e é do Almir Gomes, que entre outras agências, trabalhou na MPM do Rio de Janeiro. Força Almir...

sexta-feira, março 12, 2010

Sempre assim, desde o início dos tempos

Acho que a primeira vez que inventaram a roda, alguem deu um palpite do tipo “não seria melhor se fosse quadrada?” e a ideia sambou... Levou milhares, talvez milhões de anos para ser retomada por algum outro indivíduo, que, mais teimoso resistiu às sugestões absurdas e levou o invento pra frente.

A verdade é que eu tenho certeza de que desde o princípio, desde que a imaginação surgiu, surgiu ao seu lado o “espírito de porco”, o demolidor de boas criações. Sempre disse que o “Garoto Bom Bril” foi das grandes vitórias da venda de uma ideia em publicidade. Duvido que numa época em que garotas-propaganda bonitinhas e embonecadas alguem não tenha se levantado contra o que, a princípio parecia uma anti-publicidade, tendo à frente um sujeito estranho, meio tímido, meio efeminado... Bom, gente, era a DPZ quem estava do outro lado da mesa. Seus argumentos devem ter sido muito bem defendidos.

Quando fui trabalhar na Salles, o anúncio acima havia acabado de ter sido publicado. Eu me orgulhava de estar naquela agência porque no dia a dia da nossa profissão nos deparamos sempre com uma tentativa de “derrubada” em nossa criatividade. Não posso contar as vezes em que deixei de colocar um anúncio, ou mesmo uma campanha na pasta porque um infeliz qualquer disse: “Aumenta o logotipo”, ou “este título não está legal”. Quantas vezes presenciei boas peças virarem “comunicados” sem a menor bossa.

Portanto vamos relembrar o anúncio acima. Ele faz parte da história da publicidade no Brasil e no mundo. E mostra o quanto um palpite qualquer, de um tambem "qualquer" pode destruir uma boa idéia.