quinta-feira, setembro 16, 2010

O "caso" do óbvio ululante

Este caso foi postado neste blogue pela primeira vez em março de 2007.

Uma vez, já há alguns anos atrás, eu trabalhava na Contemporânea e aquela agência estava com a conta da Cultura Inglesa. Era tarde da noite, e no dia seguinte tínhamos que apresentar um anúncio para os 50 anos daquela entidade de ensino. Detalhe: a verba era uma “titica”, e só cabiam nela um anúncio e um spot de rádio. Televisão, nem pensar!

Caiu na minha mão um livreto. Era realmente um livreto tamanho pocket, com poucas páginas. Precisando relaxar, eu o devorei. E vibrei. Pouco depois saia a solução para o anúncio. Uma solução óbvia. Tão simples. Tão direta. O anúncio era a foto de um bolo inglês, aquele bolinho pequeno que vem com um invólucro de papel (tipo o de brigadeiro, só que maior), um palitinho espetado nele com a Union Jack, a bandeira da Grã Bretanha.

Além disso, o bolo seria distribuído nas unidades da Cultura, como brinde, no dia do aniversário. Olha, foi um sucesso! Choveu gente. Todo mundo querendo bolo inglês com bandeirinha espetada. Uma promoção barata, com uma verba que só dava para um anúncio de um quarto de página nos jornais e um spot de 30 segundos anunciando o evento.

Tudo graças ao Adams Óbvio*. As boas idéias geralmente são simples. Além do mais, podem ser também bastante óbvias.
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(*) Encontram-se na web versões em português e no original em inglês deste livro. Vale a pena procurar!