domingo, dezembro 26, 2010

Um sushi muito especial



Este caso foi publicado neste blogue em outubro de 2006. Mas tem tudo a ver com o natal!
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Estava perto do natal. E natal é aquela época em que a gente relaxa. Um ex-dupla meu costumava dizer: “Bicho... estou em espírito de natal...” mais ou menos um mês antes, lá pra meados de novembro.

O que se passa de fato é que depois do dia dezoito de dezembro, fica até difícil a gente se concentrar. É festa aqui, amigo oculto alí, jantar não sei onde. Puf! Você engorda e cansa.

Foi assim que aconteceu no dia que o Geraldo Mello, um fotógrafo amigo meu ligou me convidando para um almoço. Como o Geraldo era um grande amigo e parceirão nos trabalhos - aquele fora o ano da primeira campanha da VS para o Citibank, com fotos dele -, aceitei de bom grado o convite.

Fomos pro Kampai. Aquele “japa” que ficava lá da praia de Botafogo (1), que aliás era muito bom de serviço. E começamos aquela loucura que é navegar por aqueles barcos de combinados de sushi e sashimi. Tudo, naturalmente muito bem regado a saquê. Um bom saquê nipônico, gelado e com aquele salzinho na borda do copo, pra ele descer mais redondo ainda.

Bom. A verdade é que eu tomei saquê demais. O Geraldo não estava aguentando muito a tal bebida e no final eu estava tomando os meus e os dele. No melhor espírito natalino. E assim foi, até sei lá eu, que horas.

Sai de lá. Despedi-me do Geraldo, e aí começa a tal da amnésia alcoólica. Não me lembro como cheguei na VS. Mas cheguei. E o pior, dirigindo. Não me lembro também de muita coisa que aconteceu daí em diante, muitas das quais me contaram depois e eu até hoje não posso garantir se foi o fato, ou a versão do fato. Vamos a alguns deles.

Esse até eu me lembro mais ou menos. Estava eu na produção gráfica. Daí comecei a falar sobre as vantagens de se beber saquê. Entre elas, pasmem, a de que a dita bebida não deixava a gente de porre. Quando me levantei da cadeira, caí no chão.

Entre outras coisas, contam as más linguas que eu tirei o sapato da Silvana Grendene (secretária do Lula) e lhe beijei os pés. E por falar em beijo, taquei um beijo na Maída, um mulherão que trabalhava na mídia. Em plena escada, segundo me disseram.

A verdade é que de todas as histórias que contam deste dia, eu só me lembro do discurso na produção gráfica em defesa do saquê.

Só sei que eu cheguei em casa lá pelas cinco da tarde, apaguei, e acordei no dia seguinte com a maior ressaca que já tive em toda a minha vida. Não só a física, quanto, e principalmente a moral.

Depois disso, nunca mais bebi além de duas doses de saquê.

(1) Este caso aconteceu no Natal de 1989...

domingo, dezembro 19, 2010

E viva o humor!




Outro dia liguei a TV e assisti um comercial cujo clima remetia a um “quase” James Bond a entrar num hotel ou algo parecido. A música era tensa e ritmada. Parecia mesmo um trailer do próximo filme da famosa série de espionagem.
Mas eis que de repente revela-se o personagem. Quem? Felipe Massa... Mas como? Um “tampinha”... A cara? De mau. O olhar meio de esquiva. Que forçada de barra, não é mesmo? O pior foi quando ele abriu a boca. Olha gente, deveria ter sido dublado para convencer um pouco mais. No final das contas não ficou o recall do produto. Lembro que era um perfume... Mas a marca? Xá pra lá!

Por outro lado estamos vivendo um bom período de criatividade. E com uma certa dose de humor, um humor leve que andava meio ausente nos intervalos de comercias na TV.
Vamos começar pela campanha da Honda... Aquela que tem um sujeito dentro de um avião. De um lado um gorducho a devorar um “xistudo” da vida. E do outro um bebê a chorar sem parar e no final vomita no nosso herói que continua feliz da vida a imaginar o preço do seu Honda.
Esta campanha tem outro filme em que o juiz encontra-se no meio de uma briga entre dois times... Daí entram os técnicos a degladiar-se. E ele, nem aí, olhando feliz a faixa à beira do campo com a oferta da Honda.

Mas tem tambem aquele do Itaú. O sujeito conversando sobre futuro e segurança para a família com uma menina linda no interior de um busão. De repente ela pergunta sorrindo: “Quantos filhos você tem?”, e ele com um sorriso responde: “Mas como é que eu vou saber se eu acabei de conhecer a futura mãe deles?”. Olha gente, genial... Temos que tirar o chapéu para uma cantada como esta.

Sempre achei que humor e publicidade devem andar lado a lado. Afinal, o “Garoto Bom Bril” é a prova disso aí, fazem décadas.