sábado, fevereiro 26, 2011

A foto do fato

Da esquerda para a direita: em pé, Danilo, Cláudio, Fabrício, Maurilo e eu.
Sentados, Pedrolli e Rogério.

Citei neste blogue o “Caso do nariz de palhaço”, contado por Maurilo Andréas e aqui postado em 5 de outubro de 2006. Mas segue a foto que a nossa equipe tirou para ficar na história.

O link do caso você encontra em.



quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Coisas da vida - 2

Esta é uma série que fala um pouco da minha trajetória na publicidade. Das chances aproveitadas e das oportunidades perdidas. Bom, essas coisas acontecem com toda a gente...

O Caso Fernando Campos


Foto publicada na coluna de publicidade (Edson Zenóbio) no Estado de Minas na ocasião de minha contratação (diretor de criação) e de Maria José (diretora de planejamento) pela Solution

Comecei na Solution, agência mineira, no início de 1999. E saí de lá no ano seguinte, um ano e meio depois. Mas foi duro aguentar esse tempo aparentemente tão curto.

A história toda começou em dezembro de 1998. Fui indicado por um amigo meu, o Sérgio Torres (1), pois estava no desvio a procurar um novo emprego, recém saído da Doctor.
Fui a Beagá, e, recebido pelo Fernando Campos (não confundir com o criativo carioca), o dono da Solution, fomos almoçar num restaurante da Savassi, perto da agência, acompanhados do Nelson, seu diretor de atendimento. Na conversa ficou pendente, apenas uma decisão final do Fernando... Que veio cerca de duas semanas depois.
Quando cheguei a Belo Horizonte para assumir o cargo, foi realizado um encontro na sala de reuniões da agência, inicialmente com todos os funcionários presentes, e depois apenas com a equipe de criação que eu ia comandar. Duas duplas mais dois finalistas e a produtora gráfica. Apresentações formais, e cada um falou de si. Eu me apresentei a todos dizendo um pouco da minha vida profissional, em que agências havia trabalhado, etc, etc... Depois cada um também se apresentou.
Aquilo me deixou bem impressionado com a agência, também muito bem instalada em prédio da Savassi. Aliás, no coração do bairro, o moderno centro comercial de BH.

Mas vou contar um pouco da história de Fernando Campos. No início da carreira, trabalhou como contato do Estado de Minas, muito embora não divulgue isto. Mas o que o projetou foi a Localiza. Quando esta empresa começou --em 1973--, era apenas uma lojinha no Aeroporto da Pampulha. Em pouco menos de vinte anos, a locadora, fundada por Salim Mattar, transformou-se na maior da América Latina. E, sem dúvida, Fernando foi um dos responsáveis pelo sucesso por ser o seu diretor de marketing.
Para encurtar a história, porque senão esta postagem vira um tratado, em 1997, Mattar associou-se a um grupo internacional. E com isso o Fernando Campos sambou. Isto porque, obviamente esta multinacional quis colocar seu “gringo” dirigindo o marketing da empresa. Salim então negociou a criação de uma agência de publicidade para seu ex funcionário. Claro que levando com ele a conta da Localiza.

Quando eu entrei na história para ser diretor de criação da agência não conhecia nada do sr. Fernando Campos. Ele tivera semanas para ler e reler o meu currículo e analisar o meu portfólio. Talvez apresentar a alguém de sua confiança. Mas eu fui “na cara e na coragem”. Afinal, eu precisava.
Com cerca de dois meses surgiu o primeiro “grande” problema que conto n’O “caso” do frila (2). Mas daí em diante os choques tornaram-se cada vez mais intensos. Por uma razão muito simples: Fernando não era publicitário. Pelo contrário, ainda pensava como um cliente e odiava publicitários. Não admitia um “tráfego” na agência (3) e protegia o atendimento, achando que a criação era “pau mandado”.
Fernando, “ene” vezes dizia ironicamente coisas no gênero “... Isto aqui não é uma ‘agenciazinha’ de publicidade qualquer, em que o ‘artista’ trabalha com uma garrafinha de ‘pinga’ debaixo da mesa”. Ou: “... Porque aqui não existe a ‘impunidade’ de outras agências. Deu erro, tenho que descobri e punir o culpado!”. O que criava constantemente um clima de terror no melhor estilo da Inquisição. E mais, afirmava que a Solution não era uma agência de publicidade, mas se intitulava uma empresa de “comunicação integrada”... O que me fez concluir que só não era a pior agência de propaganda em que trabalhei, porque não sendo uma jamais poderia ser.

Aos poucos e numa ação conjunta, a criação foi se impondo. E digo isto porque os redatores e diretores de arte colaboraram bastante. Primeiro tínhamos um excelente ambiente de trabalho e éramos unidos no propósito de nos fazermos respeitar. Porém, no final das contas passaram a existir duas agências dentro de uma. A da criação... E a do resto. Conseguimos mais respeito e mostrei ao Fernando que eu era o responsável pelo que acontecia ali, que ele tinha que se dirigir a mim, se reportar a mim como diretor de criação da agência. E não adentrar o departamento criativo dando “esporro” em regra, como fazia quando lá cheguei.

Mas, passado o tempo, um belo dia, minha paciência se esgotou e saí da agência. Veja como foi n’O “caso do xingamento (4), pois lá conto isto com detalhes. Foi o final de um ano e meio de um convívio tumultuado e repleto de choques e atritos estressantes. Mas finalmente, desde o momento em que pisei aquela “agência que não queria ser agência”, pude dormir uma noite tranquila de sono. Sem medo do telefone tocar em plena madrugada para uma reunião sem cabimento e surrealista.
E o Fernando era um chato. Talvez uma das pessoas mais chatas com quem conviví. Um verdadeiro "chato de galocha".

(1) Sergio Torres foi o mais promissor dos redatores da minha equipe da ASA, onde também fui diretor de criação. Ao lado do saudoso Newton Silva, eram os mais criativos. Isto 15 anos antes destes acontecimentos. Após ser redator e diretor de criação em importantes agências de Belo Horizonte, foi sócio do Fernando, inaugurou a Solution e retirou-se da sociedade ainda no primeiro ano da agência, tomando outros caminhos. Hoje se dedica a campanhas políticas.

(2) http://jongaoliva.blogspot.com/2007/04/o-caso-do-frila.html

(3) Não sei como é hoje. A Solution mudou bastante com o passar do tempo, contam-me alguns ex colegas ainda a trabalhar no mercado mineiro. Há bastante tempo tem tráfego, e parece, que a criação é mais respeitada hoje em dia. Mas, juro que custo a acreditar nisto. Porque tivemos que jogar duro para tornar possível tal atitude naqueles tempos.

(4) http://jongaoliva.blogspot.com/2008/12/o-caso-do-xingamento.html


Publiquei os links para os “casos” referentes a cada episódio porque eles explicam tudinho, tim tim por tim tim! Dá para compreender melhor, sem tornar a postagem maçante e muito longa.

Mas existem outros links para “casos” da Solution contados aqui em “Casos” da Propaganda por Maurilo Andréas, autor do “Pastelzinho”; aliás o inspirador deste blogue:


O “caso” do nariz de palhaço
http://jongaoliva.blogspot.com/2006/10/o-caso-do-nariz-de-palhao.html  


O “caso” do maestro

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Um autor que merece ser conhecido

Marcos Guedes. Pintura. “Lagoa Rodrigo de Freitas”

Este belo trabalho de arte acima é autoria de meu amigo Marcos Guedes, Diretor de Arte rodado e competente. Marquinhos, trilhou os caminhos da ilustração editorial até chegar à L&M, onde o conheci e começou a carreira publicitária.

Trabalhou nas principais agências de propaganda do Rio de Janeiro como McCann, SGB, Estrutural –nos tempos de Rogério Steinberg (1)--, MPM, Salles, Almap, Thompson e DPZ, só para citar algumas.

Em 1998 iniciou seus trabalhos para a web, desenvolvendo comunicação para a internet, especialidade em que foi premiado três anos consecutivos com os sites da Varig, Varig Log e Chocolates Garoto, entre os anos de 1999 e 2001.

Continua atuando como Diretor de Arte e Webdesigner, mas pinta muito. Vejam alguns trabalhos dele em: http://www.flickr.com/photos/marcosguedes/ 

(1) Rogério Steinberg (1952/1978) iniciou sua carreira profissional em 1972. Em 1975 fundou a Propaganda Estrutural juntamente com Armando Strozenberg. Foi eleito Publicitário do Ano em 1981 e a Estrutural foi escolhida a Agência do ano em 1982. Destaque do Ano em 1983. Ele recebeu mais de 300 prêmios nacionais. É até hoje um mito da publicidade carioca. Rogério faleceu em um acidente com seu carro, quando retornava de Búzios, onde fez parte do júri de importante Festival.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Finalmente o livro do Benicio

Sex & Crime - The Book Cover Art of Benicio traz uma seleção das criações de Benicio para os livros de bolso da editora Monterrey, a revista Playboy e algumas peças publicitárias. O lançamento acontece HOJE, das 19 às 22h, na Cartel 011 (Rua Artur de Azevedo 517, Pinheiros, São Paulo-SP. Tel.: (11) 3081-4171.

Montei esta composição em homenagem ao trabalho incomparável deste que é o maior ilustrado brasileiro de todos os tempos!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O “caso” do hipersalário (republicação)

Oportunamente, lembrei-me deste "caso", publicado em 12/06/08, que me lembra a outra agência do Rio em que eu não desejava trabalhar de forma alguma, e ainda bem, nunca aconteceu esta desgraça. Poderia até ser o "Coisas da Vida - 2", mas é uma republicação.

Ao lado a foto do Geraldo Alonso, o Geraldão, presidente e fundador da Norton. Uma agência muito bem posicionada em São Paulo (1), mas no Rio... Bem, leiam o caso.








Houve um tempo em que existiu um mercado publicitário no Rio. Pasmem, mas isto realmente é verdade. Os salários eram, pelo menos razoáveis, e em alguns casos, muito bons. Quando eu trabalhei na Salles, seguramente toda a nossa equipe ganhava entre os melhores. Eram salários pra ninguém botar defeito. Não me lembro dos valores porque ainda era a época do “cruzeiro”, mas giravam em torno de uns cinquenta (2) a sessenta salários mínimos de então.

Acontece que, naquele tempo, eu dizia que existiam duas agências na cidade que eu não queria trabalhar de jeito algum. Uma era a Norton, outra era a Artplan. A Norton porque era uma agência instável. Vez por outra, Geraldão – como era conhecido o Geraldo Alonso –, vinha de São Paulo como “interventor”, olhava pra um, pra outro e mandava metade da agência embora. Pelo menos era o que contavam aqueles que por lá passaram... A Artplan, bom, porque na Artplan, a criação tinha que entrar pelos fundos no seu suntuoso prédio da Lagoa (3). E de quebra ainda tinha um sujeito anotando a hora que você chegava. Ou saia. Hummmm!

Justamente quando estava na Salles, ganhando bem pra “dedéu”, fui chamado na Norton. Bom, é o tal caso, deixar de ir seria “grosseiro”. Até porque quem me chamou foi o Ney Cantinho, naquele momento diretor da filial do Rio, e conhecido profissional de atendimento com quem havia trabalhado na McCann-Erickson. Chato, né? Tinha que ir, tinha que conversar. Afinal, você estando no mercado não poderia fazer uma desfeita dessas. Fui.

Chegando lá, levamos um papo, lembramos dos velhos tempos de McCann, rimos muito, etc, etc. Até que chegou a hora “dos finalmente”, como se diz no popular. Bom, o Ney perguntou quanto eu queria para ir trabalhar lá. Eu já havia pensado justamente neste momento. Gente, chutei um salário que era mais ou menos umas quatro vezes o que eu ganhava na Salles. Eu sabia que não ia colar, mas caso colasse, seguramente viria a ser o maior salário do mercado. O Ney olhou pra mim. Senti que engoliu em seco, mas não perdeu a pose. Ficou de me dar uma resposta... depois. Resposta que, claro, nunca veio. Mas eu juro que fiquei feliz da vida. Pelo menos o Geraldão não poderia olhar para mim e me mandar embora só porque não foi com a minha cara.

(1) A Norton, nos anos 1960/70 foi das melhores agências de São Paulo e do Brasil, principalmente no período do Neil Ferreira, Jarbas de Souza e outros profissionais inesquecíveis do mercado publicitário no Brasil. Campanhas como as da Fotoptica ou a do Conhaque do Papa ficaram na história desta profissão para sempre.

(2) Como o acordo ortográfico já está valendo, aviso aos navegantes que o trema acabou.

(3) Tem uma caso “famoso” na Artplan, em que a criação estava descendo o elevador na hora do almoço. O diabo do “ascensor” parou justamente no andar da diretoria, que mandou todo mundo sair para que eles descessem “em paz”.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Coisas da vida - 1

Esta é uma série que fala um pouco da minha trajetória na publicidade. Das chances aproveitadas e das oportunidades perdidas. Bom, essas coisas acontecem com toda a gente... E agora então, que me aposentei, elas podem ser contadas com mais conforto.

Caso Nizan Guanaes

Conheci o Nizan Guanaes em Salvador, uns três ou quatro dias após ter chegado para trabalhar na DM9 (a do Duda Mendonça), naquela cidade, em março de 1982. O próprio Duda, aliás, foi quem me apresentou ao estagiário que estava saindo da agência para trabalhar numa emissora de rádio.
Muitos prazeres pra lá e prá cá, e durante o período de um ano que fiquei pela “Boa Terra”, nunca mais vi ou estive com o Nizan. Uma vez um tio meu –minha família é da Bahia— perguntou se eu o conhecia, pois ele fazia parte de algum movimento da igreja católica. Como sou anticlerical ao extremo, disse a meu tio que o conhecia, mas não costumo frequentar igrejas... E ficou por isso mesmo.

Passei um bom tempo sem saber nem ver o Nizan. Neste ínterim, o Duda me transferiu para a filial/Rio da DM9 como Diretor de Criação, pois ele havia conseguido a conta de um grande fabricante de armários modulados, que, no entanto, exigiu que ele instalasse uma agência completa aqui. Duda Mendonça, que nunca pensou pequeno, montou um puta dum escritório no Edifício Cândido Mendes, na Rua da Assembléia, 35º andar. Coisa de babar... Só a vista valia!
Mas o cliente era um trambiqueiro dos diabos, e Duda fechou a “filial Rio” cerca de nove meses depois de todo o investimento e com cerca de 15 funcionários. Inclusive eu! Perguntou-me se queria voltar pra Bahia, mas, apesar de ser baiano, preferia ficar no Rio (1). Bom, naquela época, o que eu ia receber de FGTS, mais as outras cositas más, dava pelos meus cálculos pra viver uns dez meses folgado... Economizando, mais de um ano. E o melhor, um mês após o acontecido, consegui um emprego na Provarejo.

Um belo dia assisti um comercial da Caixa Econômica na TV, e alguém me falou que a campanha era do Nizan. Daí eu pensei: “esse cara é bom!”. Nizan estava na Artplan, onde o Diretor de Criação era o Chico Abreia, que eu conhecia desde os tempos de DM9/Bahia, pois era um dos diretores de cinema preferidos de Duda.
Um dia toca o telefone e era Chico Abreia me convidando para ir trabalhar na Artplan... E propondo fazer dupla com o Nizan. Balancei . Mas fiquei numa tremenda “saia justa”, primeiro porque quando entrei na Pro, o Diretor de Criação era o Zeca Barroso; simplesmente filho de meu amigo, colega de trabalho na Bahia, o Clício Barroso (Tio Clício) (2), uma figura honesta, um grande caráter da publicidade, etc, etc...
E acontece que o Zeca, quando eu entrei me pediu para ser o seu Supervisor de Criação, dar um apoio às duplas (que eram muitas). E explicou-me que em função da quantidade de reuniões que ele tinha com a diretoria da Pro e da própria Mesbla (3), precisaria de alguém (com a minha experiência) para fazer este trabalho.
Segundo porque eu sempre disse para mim mesmo que existiam duas agências no Rio em que eu nunca trabalharia. E uma delas era a Artplan. Em função de tudo isto não aceitei a minha ida para aquela agência. Apesar de saber que estava perdendo a oportunidade de tabelar com um redator que despontava com brilhantismo e competência.

Bem, continuei meu caminho profissional saindo, no ano seguinte, da Provarejo para a Contemporânea. Depois Belo Horizonte onde fui ser Diretor de Criação da ASA. Depois voltei para o Rio onde fiz um bom trabalho na VS Escala (4). Fui para Portugal em 1990, quando, para além de trabalhar na Europa, fui Diretor de Criação na Opal Publicidade, onde fiquei três anos e ajudei a construir o que hoje é uma das maiores agências (5) daquele país.

Quanto ao Nizan, em 1985 foi chamado pelo Washington Olivetto para a DPZ. Depois, a sua carreira é conhecida de todos. Washington o levou para a W/GGK, sua primeira agência, onde trabalhou por alguns anos. Depois disso, fazendo seu vôo solo, em 1989, comprou a marca DM9, com o objetivo de transformá-la, a partir de São Paulo, em uma empresa de atuação nacional. A agência protagonizou rápido crescimento, chamando a atenção do mercado internacional . Em 1997, associou-se à DDB, tornando-se DM9DDB. Depois inauguraria a Africa (dezembro 2002). Em 2005, a Loducca se juntou ao grupo e hoje forma a Loducca/MPM.

Será que eu estaria neste barco? Não sei, mas certamente esta foi uma oportunidade que eu perdi! E uma pergunta que sempre ficou no ar...
Estive com o Nizan Guanaes por duas vezes após o episódio. Uma na W/Brasil quando fui visitá-lo e outra em Portugal, quando ele foi fazer uma palestra num evento do Clube de Criação de Lisboa.

(1) Quando Duda me ofereceu vir para o Rio, não sabia que ele ia fazer a sua filial no Rio e estava negociando com uma agência voltar para cá. Ele então cobriu a proposta e me falou do cargo que exerceria na DM9/Rio... Não tinha interesse em voltar pra Bahia, até porque achava o mercado de lá meio limitado.

(2) Clicio tinha o apelido de “Tio Clício” por dois motivos. Era um verdadeiro tio para o pessoal do estúdio, pela grande criatura que era. E havia um cliente da DM9, as lojas “Tio Correia”, grande varejo em Salvador.

(3) A Provarejo era uma ‘house agency’ do Grupo Mesbla.


(4) Na VS Escala, fomos a primeira agência "não multinacional" a conquistar a conta do Citibank no mundo. E eu fui o diretor de arte deste trabalho maravilhoso.

(5) Quando cheguei em Portugal, a Opal estava entre as 40 maiores agências do país. Quando saí de lá, três anos depois ela já era uma das 10 de maior porte.

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Um lançamento aguardado

Clique na imagem para ampliá-la.

Sem dúvida nenhuma um lançamento aguardado há anos. E com toda razão para os apreciadores do pincel mágico de quem pode ser considerado o maior ilustrador de todos os tempos no Brasil. E, em minha modesta opinião, ele é mesmo.
Mil desculpas ao Nilton Ramalho, ao Mello Menezes, ao Saulo Silveira ou ao J. Bezerra, os quais também considero ilustradores de primeira linha, mas o Benicio é o Benicio!

Muitos o comparam a Norman Rockwell (1). Rockwell é reconhecido como o maior ilustrador dos EUA. A verdade é que cada um tem seu estilo. E quando são bons, o resultado final fala por si só.

Conheço o Benicio há mais de 40 anos. Aliás, quando entrei na McCann para fazer estágio, ele estava saindo de lá para trabalhar na Denison. Ele, o Joaquim Pecego, o Valdo Melo. Uma galera de cobras daquela agência cuja direção de criação era à época do argentino Oscar Gosso.
E posso garantir que sua modéstia, seu jeito amigo de ser, faziam com que eu, um simples estagiário o fosse visitar na Editora Moterrey onde criava e ilustrava as capas dos pocket books que vendiam muito por causa de suas capas, verdadeiras obras de arte.

Para além das capas de livro, Benicio notabilizou-se pelos cartazes de cinema que desenvolveu criou e foram marca registrada deste segmento durante mais de uma década.
Ele merece este belo livro que vai ser lançado. Infelizmente, por enquanto em São Paulo. Mas, acredito, breve no Rio (2).

(1) Os desenhos e pinturas de Rockwell são famosos pela meticulosidade e exatidão de traços e cores. Ele gostava de dar atenção especial às expressões faciais, capturando as expressões. E se hoje comemoramos o Natal esperando um velhinho barbudo trazendo presentes vestindo roupa vermelha é porque parte desse crédito é de Rockwell que consagrou essa imortal imagem de Papai Noel vermelho (antes era verde) em uma propaganda para Coca-Cola em 1931.

(2) Este blogue se compromete a divulgar a data.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

O "caso" do banco insentável

Um caso bastante engraçado que aconteceu lá pelo início dos anos 1980 com o Luiz Favilla, redator e meu ex dupla de criação.

Um belo dia, um amigo de uma produtora, ligou pra ele porque precisava de um pequeno favor. Como tinha acabado de comprar um Escort --carro bastante na moda--, se ele poderia transportar uma modelo para a filmagem de um comercial.

A princípio, Favilla, recém separado, achou uma boa ideia. Quem sabe seria uma garota bonita, um novo affair.
Mas o susto maior foi quando soube quem era a dita cuja... Nada mais, nada menos que a Bruna Lombardi. Já imaginou a Bruna há quase trinta anos atrás? Bem, até hoje ela está inteira, mas naquele tempo, era bem melhor...

A tarefa transformou-se num acontecimento de inolvidável importância, imagina, só!
No entanto o mais engraçado mesmo foi depois da sentada da modelo. Durante um bom tempo, talvez semanas, ninguem sentava naquele banco.
Favilla preferia ser confundido com um “motorista de madame”, e transportar as pessoas no banco de trás. Mas naquele, nã nã ni nã nãããooo!