sexta-feira, março 25, 2011

Pedrosa, a série

A imagem acima é meramente ilustrativa

Carlos Pedrosa bem que poderia escrever um livro, porque a sua vivência no mercado publicitário lhe bastaria para tal. E o seu aguçado senso de observação certamente acrescentado à facilidade e o “dom” da escrita “matariam a pau” esta finalidade. Daí, resolvi criar esta série de “casos”, alguns, espero escritos (e assinados) por ele mesmo e outros que soube por seu intermédio que valem a pena. E assim como o Millôr tem os “poemeus dos outros”, seguem aqui os “casosmeus dos outros”... E quê outros!

Casos” que o Pedrosa contou – 1
Quem disse que eram “meias” trocadas?

Pedrosa é tido e havido como alguém muito desligado (1). Um dia, comentei em uma correspondência com ele, entre outros assuntos, um caso que sempre ouvira sobre uma suposta troca de meias que há tempos circula no mercado publicitário. Bom, ele me respondeu da seguinte forma:

“(...) O outro é a história das meias trocadas. Mero folclore. Nunca aconteceu, simplesmente porque eu detesto usar meias, e devo tê-lo feito ao longo da vida em umas cinco ocasiões: uns quatro casamentos e um funeral, com licença do Hugh Grant.
A história ocorreu sim, uma única vez, mas a troca foi de sapatos. Isso,no entanto, se deu há muitos e muitos anos e foi antes que eu fizesse terapia. Graças à terapia, nunca mais sai de casa com sapatos descasados.
Só fico remoendo o seguinte: como meu tratamento durou 15 anos e como cada sessão custava o equivalente a dois pares de sapato de primeira, eu poderia, em vez de fazer análise, ter acumulado cerca de 3.600 pares da mesma cor e ninguém ia notar quando trocasse.

Você há de convir, caro Jonga, que se eu tivesse hoje 3.600 pares de sapato, além de estar rico, colocaria a Imelda Marcos no chinelo.”

A nota a seguir é minha

(1) Confira este desligamento no “caso” do papo no Garden, publicado neste blogue em 02 de janeiro de 2007, clicando no link abaixo:




16 comentários:

Anônimo disse...

Pedrosa é um espetáculo e uma lição pra todo mundo que escreve profissionalmente. Tem o maravilhoso caso da logomarca colocada na concorrência e que causou a eliminação da agência, após um trabalho infernal de quase dois meses, noite, dia, sábado e domingo.
Guardei em meus alfarrábios. Assim que achar mando pra você, Oliva. Abs, Fred.

Jonga Olivieri disse...

Não conheço (ou não lembro) este caso da logomarca.
É isso aí, Fred... Manda ele que eu publico!

Cantídio disse...

So tipical! Em outras palavras este é o Pedrosa!

Jonga Olivieri disse...

Parece que é meio desligado mesmo!
Mas houve um dia em que eu andava pelo Lgo. do Machado e escuto alguém me chamando. Bom era ele... Neste dia quem estava distraído era eu!

Anônimo disse...

O causo é demais. Mas a foto é dos sapatos dele?
Alcino

Jonga Olivieri disse...

Ô Alcino... Não sei se é o que eu conheço... Mas se for...
Venha cá, naquele tempo não tinha câmera digital, nem nada parecido...
Bom, xá pra lá, tá bom!
Ainda bem que pelo menos você gostou do "caso".

Moita disse...

Se eu fosse o Pedrosa ficaria muito "puto da vida" com você porque colocou uns sapatinhos de boiola nele!

Jonga Olivieri disse...

Tá bem, Moita, mas nem havia atentado para detalhes tão sutís.
Mas antes que isto gere algum tipo de problema, abra este blogue amanhã e eu já terei modificado a imagem.
Photoshop tá aí pra essas horas!

Jonga Olivieri disse...

Olah Moita. Os sapatos agora estão ok! Obrigado pelo "toque". Valeu!

Moita disse...

De nada! Por isso mesmo eu me chamo "Moita"!

Jonga Olivieri disse...

Mais um comentário (de uma prima)que me chegou por e-mail e que reproduzo aqui:

"(...) Esse seu amigo Pedrosa me parece bem espirituoso e narra seus casos de uma forma cativante. Seu blog é muito interessante, que venham mais histórias do mundo da propaganda..."

Joelma disse...

De vez em quando gsoto de passar por este blog pra conferir o que tá rolando pelo mundo da publiciade, já que eu mesma não tenho nada a ver com isto, muito pelo contrário.
Mas taí, achei o cara peça. Este é!

Jonga Olivieri disse...

Também acho o Pedrosa peça rara. Peça imprescindível na propaganda carioca, brasileira, etc...
Ele vive me falando que só tem elogios para ele. Mas veja bem, Joelma. Ele é assim mesmo. Talvez nunca tenha dado o real valor de sua importância para a "cultura publicitária".
Uma cultura que existe. Que escreveu uma parte importante da comunicação neste país. E esta geração à qual ele (e também eu) pertenceu desbravou caminhos praticamente do "nada".
Lembro que quando entrei em publicidade ela tateava caminhos. Diretor de arte era artista plástico que enveredou por esses caminhos. Redator era advogado, poeta, compositor, intelectual que foi pelos caminhos da propaganda... Todos desbravando “mares nunca dantes navegados”.
E assim foi escrita uma história de pioneiros!

Jonga Olivieri disse...

Uma belíssima história por sinal!

Mário disse...

Demais este Pedrosa. Quando publicarás um novo caso dele?

Jonga Olivieri disse...

Calma Beth, quero dizer, Mário...
Conforme você pode notar o título desta postagem é: "Pedrosa, a série".
Vem mais... Vem mais... Aguarde!
Como se dizia antigamente nos comerciais: BREVE NAS BOAS CASAS DO RAMO!