terça-feira, março 01, 2011

O "caso" da mão quebrada

Mozart dos Santos Mello, falecido recentemente tem alguns casos memoráveis. E este é um deles.


Este "caso" (1) foi na L&M, logo depois de uma das viradas homéricas, tão comuns naquela agência. E aconteceu entre o Artur Denegri e o Mozart dos Santos Mello (o M de L&M). Artur Denegri, pra quem não conhece, é um diretor de arte. Trabalhei com ele na L&M e, depois, na DM9 lá em Salvador, cidade aliás em que se estabeleceu em definitivo.

Mas o negócio todo começou porque o Denegri, após a tal virada na agência, resolveu ir jantar com a turma do estúdio. Até aí tudo bem, porque afinal de contas isso era mais ou menos praxe. Afinal, a galera saia de madrugada, cheia de fome.

No dia seguinte, pela manhã, Mozart dos Santos Mello chama o Denegri na sala dele. E começam uma discussão por causa de pequenos detalhes acerca da nota do jantar. Do tipo: “...mas porque lagosta?”

O bate-boca começou a tomar ares exaltados e proporções agigantadas. Começou mesmo a provocar um reboliço na agência inteira tal o nível e a altura em que ele estava. O pessoal começou a se acotovelar nos corredores, nas proximidades das salas da diretoria. Um auê danado.

Em determinado momento, o Artur ergue o peito – ele fazia musculação, e além de tudo era invocado pra dedéu -, encara o patrão e diz: "... porque eu sou é homem!" Ah, pra quê! Mozart dos Santos Mello levantou também - até então estivera sentado - e, aceitando o desafio, ergueu o braço e respondeu de uma tacada só: "Eu também !!!". Niqui desceu a mão sobre a mesa, com toda a força, a L&M em peso ouviu aquele grito de dor.

Moral da história: Santos Mello passou algumas semanas com a mão enfaixada.

(1) Escrito em maio de 1997 e publicado neste blogue em agosto de 2006.

14 comentários:

Anita disse...

Já tinha lido, mas seus casos me fazem rir de qualquer forma, quantas vezes você publique. Sou sua fã.

Jonga Olivieri disse...

E sei que você é das poucas que teve saco de ler todos os "casos" deste blogue. Ou pelo menos que me disse isso em um comentário.
Mas olha, Anita, tem gente reclamando de algumas ironias excessivas de sua parte.

Anita disse...

Quem e porque estão reclamando de mim? Será que disse coisas incovenientes em comentários?
Diga-me alguma coisa!

Joelma disse...

Esta L&M pelo que você conta era mesmo uma empresa gostosa de se trabalhar.
Mas eu me pergunto por que uma pessoa grita no meio de uma discussão "porque eu sou é hômi".
Nçao faz o menor sentido.

Jonga Olivieri disse...

Isso é coisa de Artur Denegri. Ele tinha dessas reações espentinas e meio "machistas"...
E encarava pra sair no pau mesmo. Uma vez pegu o produtor gráfico no corresdor e os dois rolaram porrada ali mesmo.

Anônimo disse...

Esse produtor gráfico é quem estou pensando? (A. Edir)?!? Almagro

Jonga Olivieri disse...

Claro que sim! O Outro era o Bené, que você também deve ter conhecido na MPM. Um sujeito da boa paz!

almagro disse...

Assino embaixo (sobre o grande Benedito, dos velhos tempos de MPM).

Jonga Olivieri disse...

Figuraça. Bom caráter. Não lambe saco de patrão. Pelo Bené eu ponho a mão no fogo.

Jonga Olivieri disse...

E o pior é que foi ensinado pelo seu superior imediato de tudo ao contrário.
No entanto quem tem caráter, tem... Independente de quem o rodeie!
Por isso mesmo repito. Por este menino * (era um menino quando o conheci) eu ponho a mão no fogo.

(*) A última vez que vi o Bené ele estava de barba brnaca. Era um papai Noel Afro...
A última vez que vi o Álvaro... Bom, deixa pra lá!

Alzira Fontes disse...

Que coisa mais estúpida! Eu acho até que o Mozart foi uma vítima da situação, mas veja bem: ele também foi violento.

Parabéns porque este blog continua a contar casos muito interessantes e sempre o divulgo entre meus professores e colegas de faculdade.

Jonga Olivieri disse...

Obrigado Alzira. Há pouco tempo atrás, constatei o quanto este blogue é lido.
Bem mais do que eu pensava!

Popeye disse...

Imagino a cena. O dara levanta, encara o outro levanta o braço e "tabefeeee" na mesa, Aquele grito de dor. João Carlos isso é muito demais. É uam cena de comédia. E você sabe contar uma caso assim com a graça que de qum sabe contar uma piada. Kkkkkkkkkkkkkk!

Jonga Olivieri disse...

Foi realmente muito engraçado.
Com todo o respeito que tenho à memória do Mozart.