sábado, abril 30, 2011

Musas da Propaganda Carioca

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Renata Giese já era uma Musa. Mas apenas uma... E as outras oito? Afinal, no Olimpo eram nove. Foi realizada uma apuração no Facebook para escolher as demais e completar o total.

Foram duas semanas de indicações e finalmente surgiram elas, que são: Adriana Nolasco, Elisa Ferreira Costa, Denise Motta Feit, Jacqueline Cabral, Patrícia Aguiar, Patrícia Larini, Rosa Karina Penido, (em ordem alfabética) e por último a Gilda, ex Tráfego da VS que não foi localizada.


As Musas já receberam os seus diplomas, como o da nº 1, que está exposto ao lado.

quinta-feira, abril 28, 2011

Nota importante


Este blogue não está recebendo comentários normalmente. Peço aos comentaristas habituais que tenham alguma paciência quanto a uma eventual falha na publicação deles, mas simplesmente não estão chegando à caixa de exibição própria para a liberação dos mesmos.

Obrigado pela compreensão.



quarta-feira, abril 27, 2011

“Casos” que o Pedrosa contou – 2

O “caso” do nome errado

Uma ocasião escrevi para o Pedrosa acerca de um comentário (meio tolo) que lhe fizera um dia, quando estava fazendo um frila na Contemporânea, sobre o fato de que, ao invés de Carlos, seu nome ficaria mais “rimante” se fosse Pedro. E ele me respondeu o seguinte:

“Caro Jonga: então, a propósito, existe um bando de dinossauros que ainda me chama de Pedro até hoje. Pelo seguinte: houve uma prisca era em que eu tinha secretária e costumava fazer memos internos à mão, com caneta ou lápis. A secretária então datilografava e ia distruibuindo para os copiados.

Pois aconteceu de entrar uma nova secretária, coitada, que logicamente não estava habituada com a minha letra. Bateu o primeiro memorando direitinho, localizou todos os destinatários, menos o último.

Saiu então ligando para cada um dos departamentos, que eram muitos, e ninguém conseguia ajudá-la a achar aquele desconhecido funcionário, que era, claro, um certo Pedro Sá, que foi como a pobre moça entendeu os garranchos com que eu escrevera meu próprio último nome.

E assim, durante muitos e muitos anos após, eu fiquei sendo Pedro Sá, e depois, simplesmente Pedro.”

domingo, abril 24, 2011

O “Kaso” da campanha que foi pro chão antes de ir pro ar.


(ou: o cliente recusou, mas os “sem-teto” aprovaram).

Mais um caso de Almir Gomes. Se quiser conhecer outros clique em “Puracatapora” nos links ao lado.

Até os pombos da Cinelândia e as ostras da Praia Vermelha sabiam que seria lançada, em 1984, uma nova cerveja no mercado nacional, por um fabricante de bebidas, que não direi o nome, só o endereço da sede: Atlanta, Geórgia, USA. A conta foi para a primeira agência do ranking, onde eu trabalhava, e a campanha de lançamento logo encomendada, sendo o briefing entregue a uma das mais consagradas duplas, da agência e do mercado (Líber/Galhardo).

O que não se podia saber, claro, eram as estratégias, o posicionamento, a mídia, as peças de apoio, enfim, nem uma parte do trabalho. Um sigilo natural que, sem trocadilhos, também não era segredo pra ninguém. Mas fazia-se necessário. Ocorre que o cliente mostrou-se birrento, pediu alterações, houve umas idas e vindas de material, já considerado, na agência, “dukacete, nota 10...” (e era mesmo) entre eles, as peças carro-chefe nesses casos, que é o cartaz de ponto-de-venda, de buteco, mesmo, cujos leiautes eram montados 1x1, isto é, no tamanho natural em papel Paraná, com sobra tipo “pas-partout”, ou seja, virava um tremendo cartelão, quase do tamanho de uma janela e bem espesso.

Aqui, como diria o ex-governador do DF José Roberto Arruda, “vamos por partes”. Um dia, véspera de apresentação, alguns desses leiautes, como tantos outros materiais descartados, foram direto, inteirinhos, pros latões de lixo que ficavam na calçada esperando a passagem noturna dos garis da Comlurb (+1 parêntesis: a limpeza da agência era terceirizada), que os despejavam no caminhão.

Quem conhece a região – ruas Dona Mariana, Paulo Barreto, Sorocaba – sabe que, ao anoitecer, estas redondezas recebiam uns andarilhos que acabavam dormindo por ali mesmo, onde houvesse uma marquise, de preferência. Também catavam papéis e papelão e aí já se imagina o destino daqueles leiautões, com títulos e chamadas ainda segredo de estado, só conhecidos da agência e do cliente, que vinha, na manhã seguinte, bem cedinho, à agência, para ver a nova e alterada campanha.

Corta para Rua Voluntários da Pátria, dobrando pra Dona Mariana, chegando os carrões do cliente, parece que tinha até gringo na entourage. Esfregam os olhos pra ter certeza do que estavam vendo: mais pro lado de uma agência bancária, na esquina, que só abria às 10, o que vinha sendo discutido a sete chaves, motivo de inúmeros telexes, telefonemas, discussões e faxes, talvez até em código, entre a sede e a filial BR, agora servia de colchão e coberta para um grupo de mendigos. Menos mal que alguns costumavam pernoitar em frente a um botequim – o MM – o que colocava o (pré) produto bem junto do seu ponto-de-venda ideal e as peças-cobertas funcionavam, no mínimo, como teaser.

Nada disso abalou a relação cliente-agência, a campanha de lançamento, com Renato Corte Real, foi um sucesso e vale registrar que esse “caso” não transparece nenhum “descaso”(!) da agência com o descarte de materiais, na maioria papéis, é que o sistema era mesmo esse: lixo posto na calçada, em latões, coleta noturna e frequentes passagens de catadores que já dormiam pelas cercanias, “aprovando” plenamente o material coletado para tal... fim.

sexta-feira, abril 22, 2011

Um pic-nic a não esquecer

Na foto, eu entre a dupla homenageada Fernando e Denise.  E também Stela, Cristina e Virgínia
"VS Forever” tem sido um encontro da galera da VS ao longo de vários anos desde que saímos daquela agência, e se compõe de diversos grupos que trabalharam na VS em quatro endereços e épocas diferentes.

É verdade que os mais assíduos são justamente os que trabalharam na Maria Eugênia, o primeiro local em que aquela agência existiu.

No último, ideia do Marcos Ferraz – meu dupla naquele período– resolvemos fazer um programa diferente, e ao invés daqueles tradicionais encontros em bares, aconteceu um pic-nic no Parque Lage. Que foi um bom programa de domingo, ao qual compareceram em torno de 20 pessoas.

Espero que os próximos sejam tão bons quanto este. Pelo menos ideias novas estão sendo pensadas.

segunda-feira, abril 18, 2011

O "caso" do enjôo


Ainda ontem, no “Pic-Nic” do “VS Forever”, contei este “caso”. E como por acaso o personagem central tem estado muito em contato comigo resolvi republicá-lo aqui. O "caso" foi originalmente postado em 2006.

O Marcos Vinícius fez dupla comigo na VS durante mais de um ano.
Começamos a parceria quando eu tinha pouco mais de um mês de casa, e ele já colocou os pés lá dentro com histórias curiosas.

A primeira delas, que não é tão engraçada assim, foi a do dia do pagamento, que coincidiu com o da festa que a agência fazia para comemorar os aniversários do mês. Ao chegar em casa e parar o carro na porta da garagem, o redator foi assaltado. Levaram o seu carro, e detalhe, um envelope. Dentro deste estava o seu salário.
Mas teem casos engraçados mesmo. Um deles por exemplo era o dos poemas e pensamentos que ele escrevia pelas paredes da nossa sala. Eu até delimitei o ponto até o qual ele poderia "grafitar" à vontade, e o meu limite. Coisa que ele sempre respeitou. Além da linha não havia pichação. No entanto, em pouco tempo, o Marquinhos já estava pichando até as paredes do estúdio.
Um belo dia, o Marcos Vinícius voltou do almoço com um puta dum enjôo. Passando mal mesmo! E o pior é que nós tinhamos uma reunião marcada com um cliente.
Enquanto esperávamos, eu comecei a gozar a situação:

- Pô, cara, já pensou você abrir a porta da sala, na hora da reunião, e vomitar na mesa?

E daí, começamos a viajar nesta brincadeira.

Concluindo, houve a reunião e tudo correu às mil maravilhas, não houve nada. Ficaram só umas boas risadas para trás.

Algum tempo depois ele mudou-se para São Paulo.
Um dia, encontrei o Marquinhos no Rio. E, conversa vai, conversa vem e ele me solta esta:

- Sabe, Jonga, eu tenho que lhe confessar uma coisa...

Parou por alguns instantes, o olhar cabisbaixo, envergonhado.
E prosseguiu:

- ... Lembra daquele caso da vomitada?... Bom, seguinte... eu tava com uma galera lá em Sampa... sabe né, eu contei a história como se tivesse realmente acontecido... (pausa maior)... só que eu contei como se houvesse sido com você.

quarta-feira, abril 13, 2011

Novo blogue sobre uma agência marcante


A MPM foi a maior agência no Rio de Janeiro nos anos 1960, 70 e 80. Por isto mesmo merecia um blogue a mostrar seus momentos inesquecíveis. Almir Gomes cuidou disso.

Clique no link abaixo e aprecie alguns destes momentos e imagens.

sexta-feira, abril 08, 2011

O "caso" do papo no Garden

Carlos Pedrosa
Este caso foi publicado neste blogue em janeiro de 2007. E o estou republicando em homenagem a um dos personagens, que tem estado bastante presente neste pedaço...


Era dessas tardes de domingo, em que não se tem muito o que fazer. Aliás, existe coisa mais chata do que uma tarde de domingo? Bom, o certo é que às vezes, a gente sem querer acerta um desses programinhas, que ficam até agradáveis, apesar do dia. Foi o que aconteceu naquela tarde. Toninho Lima, eu, e respectivas famílias, comendo pizza no Garden. O certo é que nós estavamos lá, papo vai, papo vem - o negócio em tardes de domingo é jogar papo fora pra ver se o dia consegue passar menos dolorosamente -, e, eis que surge o Pedrosa. Naquele tempo, o Garden tinha uma mureta aberta e um toldo.

O Pedrosa passou ali. Ele também nos viu e começamos a conversar. E a dita conversação estendeu-se por, sei lá eu, talvez uns cinco, seis minutos. A verdade é que estava agradável. O Pedrosa com aquele seu jeito desligado, encostado na mureta do Garden, a cinza despencando de seu cigarro. Ele acende o cigarro, e apaga algum tempo depois. De resto, deixa a cinza cair. De repente, incomodado pelo fato do Pedrosa estar de pé ali fora do bar, o Toninho virou-se para ele e disse:

- Pô, bicho, entra e senta com a gente na mesa...

- Ih, é mesmo. Quer dizer... eu estava aí dentro com o meu pessoal e fui comprar cigarro. Bom, deixa eu entrar e ficar com eles. Respondeu o Pedrosa esboçando um sorriso.

Grande Pedrosa...

terça-feira, abril 05, 2011

Novo link no pedaço

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Maurilo Andréas, meu primeiro parceiro neste blogue tem um novo blogue. Trata-se de “Livraiada Livros que eu li, livros que eu estou lendo, coisas assim”.
Li e gostei. Por isto o indico aqui. O link é: http://livraiada.blogspot.com/ e em breve estará aí ao lado nos meus indicados*...

(*) Infelizmente, por problemas técnicos, não foi possível colocá-lo lá...

sexta-feira, abril 01, 2011

No meio do caminho tinha uma pedra

Muro da MPM-RJ, Botafogo, os grafismos são uma iniciativa dos diretores de arte Billy Gibons e João Galhardo, com a colaboração de jovens grafiteiros de outras áreas e parte da campanha “Pintou Sujeira”, criada por Wilson Nóbrega e Valéria Chaves, para a Prefeitura do Rio, contra pichações irresponsáveis
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Continuando com os “casosmeus dos outros” (1), mais um do Almir Gomes...

Na verdade, um p*ta dum paralelepípedo, sob uma caixa de papelão e este “caso” nem de longe tem a singeleza de um poema drummondiano, tendo quase virado página policial, quem sabe até mesmo manchete da “Última Hora”, além de relembrar uma molecagem que muitos devem ter feito na adolescência.

O cara era o Mesquita, do Serviços Gerais, contínuo, gente muito fina, não é duplo sentido, o magrinho era gente boa mesmo. Ocorre que a turma da mesma seção, depois do almoço, ficava por ali, em frente à agência, Rua Dona Mariana, 136. Numa dessas resolveram, sem que o Mesquita estivesse presente, colocar uma caixa de papelão “escondendo” uma tremenda duma pedra, pesadona mesmo, no meio da calçada.

Aí foram pro outro lado da rua observar a cena. Nisso chega o Mesquita, que fica ali, a poucos metros do crime a ser consumado, descansando em pé mesmo, pós-rango, encostado, sozinho, no muro da agência.

O primeiro passante que aparece é justamente um marombeiro vitaminado, tipo “armário” – mas daqueles embutidos, ou seja, vem com a parede junto –, provavelmente indo pruma academia ou levando o seu totó (algo assim como um pit-weiller), pra passear.

Sequência previsível, o espadaúdo transeunte “mandou ver” com o pé direito na tal caixa. Sequência mais previsível e agora bem dolorosa: o fortão, pulando e espumando, partiu pra cima do nosso colega disposto a tirar algo mais que satisfações, no mínimo a pele ou quem sabe o fígado pela garganta do nosso bravo e intrépido, porém nada hercúleo, Mesquita.

Sem entender nada, mas percebendo que iria passar, rapidinho, de leiaute para arte-final, com direito a overlay (2), o “Mesquita” tocou o gongo – ou melhor, bem melhor, nesse caso, a campainha – para o Seu Vicente, o porteiro, abrir o portão e vazou pra dentro da agência, MPM-Rio.

A brincadeira é velha, a história não tem lá muita graça – principalmente pro Mesquita - mas diz a lenda que depois dessa ele passou a almoçar em casa. E olha que ele morava em Mesquita, (Baixada Fluminense), daí o apelido.

1. Copywright by Millôr Fernandes in “poemeu dos outros”.


2. Overlay: ... Talvez precise explicação pra galera de hoje, que não deve saber o que era, era sempre papel-manteiga sobre o leiaute ou a arte final.