segunda-feira, maio 30, 2011

Xilofone na floresta



Japoneses sempre aparecem com comerciais diferentes. Esta ideia simples e simplesmente genial foi-me enviada algumas semanas atrás pelo Antônio Torres que escreveu:
“Um espetáculo a criação da agência japonesa Drill para promover o seu aparelho celular NTT DoCoMo SH-08C, que tem caixa de madeira e será lançado este ano.
A agência criou um xilofone gigante no meio da floresta para o filme, e ao que consta, o som tocando "Jesus, alegria dos homens" da Cantata nº 147 de Bach" é real!!!
O projeto levou quatro dias para ser filmado.”

sexta-feira, maio 06, 2011

Retrospectiva do comercial com humor



Postei recentemente neste blogue dois artigos sobre o humor na propaganda, coisa que acho fundamental. Um deles foi “E viva o humor” em dezembro de 2010 e o outro em janeiro de 2011 “Ainda da importância do humor na propaganda”.

No primeiro deles a imagem era do Carlos Moreno, o nosso “Garoto Bom-Bril” (1), de longo convívio entre nós. Tão longo que é hoje o “garoto propaganda” utilizado por mais tempo em toda a história da publicidade mundial.

E tanto num como no outro, refiro-me a criações engraçadas exibidas há pouco tempo nas telas da TV. Como o comercial das “Havaianas” – aquele da fila – e os da Honda, tanto o do avião, quanto o do juiz de futebol.

Hoje posto aqui um pout-porri de filmes do Carlos Moreno que nos proporciona momentos inesquecíveis de sua engraçada e agradável presença em nossas vidas...

segunda-feira, maio 02, 2011

Um cão uivando para a imortalidade

Cartaz de evento com o Torres em Sampa
agora em maio (clique e amplie)
Matéria de autoria de Juvenal Azevedo (1) sobre meu amigo Antônio Torres, às vésperas da votação para a cadeira na ABL.

Antônio Torres é um dos candidatos à vaga deixada por Moacyr Scliar na Academia Brasileira de Letras. Segundo os entendidos nos meandros da ABL, Torres é, ao lado de Nerval Pereira, um dos favoritos a envergar o fardão dos imortais.

Na minha opinião, Nerval é um jornalista sério, estudioso e competente, mas falta a ele a chamada bagagem literária. Já Antônio Torres, ademais de suas qualidades pessoais e de caráter, tem uma farta bagagem de livros escritos, publicados e aplaudidos tanto pela crítica quanto pelo público, aqui e no exterior.

Desde sua primeira obra, à qual poderíamos sem exagero classificar de obra-prima, “Um cão uivando para a Lua”, de 1972, até seu livro mais recente, “Sobre pessoas”, de 2007, Torres mostrou ser, fundamentalmente, um escritor.

Um escritor talentoso, dominador de seu ofício, como em “Os homens dos pés redondos”, “Essa terra”, “Carta ao Bispo”, “Adeus, Velho”, “Balada da infância perdida”, “Um táxi para Viena d’Áustria”, “O centro de nossas desatenções”, “O cachorro e o lobo” (que recebeu o Prêmio Hors-Concours de Romance da União Brasileira de Escritores em 1998 e foi traduzido para o francês), “O circo no Brasil”, “Meninos, eu conto” (traduzido para o espanhol na Argentina, México, Uruguai), para o francês (no Canadá e na França), para o inglês (nos Estados Unidos) e ainda para o alemão e o búlgaro, além de ser incluído na antologia dos “100 melhores contos do século”, de Ítalo Moriconi, “Meu querido canibal”, “O nobre sequestrador”, “Pelo fundo da agulha” e “Minu, o gato azul”, uma delícia de livro infantil.

E o que espero que aconteça na ABL, em junho próximo, é o reconhecimento de que aos escritores de ofício se deve abrir o reino dos céus literários. Seria também o autorreconhecimento da Academia a um escritor por ela agraciado em 2000 com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra.

Como a vaga em questão é a de Moacyr Scliar, não custa lembrar que Torres e Scliar se conheceram pessoalmente em 1985, num circuito de palestras pela Alemanha, sendo que foi numa viagem de trem de Colônia para Bielefeld que a amizade se consolidou. Segundo Torres, “fomos só nós dois no trem”. E acrescenta: “Já havíamos conversado em Frankfurt, mas foi tudo muito rápido. Depois daquela viagem para Bielefeld, ficamos amigos para sempre. No Brasil, costumávamos frequentar a casa um do outro entre o Rio e Porto Alegre. E o maior presente que ele me deixou foi seu artigo com o título “Meu querido Antônio Torres”, quando do lançamento do livro “Meu querido canibal”.

Bem. Desconhecedor dos rituais e cânones da Academia Brasileira de Letras, não sei se ao escrever este artigo estarei colaborando ou não para incrementar a candidatura de Torres à imortalidade, de vez que, se consultado fosse, meu amigo quase milenar Antônio Torres, por seu caráter e modéstia que beira a humildade, me impediria de fazer esta declaração pública de amizade e admiração por suas qualidades, tanto pessoais quanto literárias.

Que o Torres e, principalmente, os membros imortais da Academia me perdoem, mas em certas ocasiões calar seria, isso sim, inoportuno. Avante, imortais, façam justiça. Deem a Antônio Torres a cadeira de Moacyr Scliar que, certamente, onde quer que esteja, terá sua aprovação.

(1) Publicado em 29/04/11 pela “Max Press”. Juvenal Azevedo é jornalista e publicitário. Publicou entre outros muitos o artigo: “A revolução criativa no Brasil”, no Observatório da Imprensa em 16/11/2010 http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=616FDS011