quarta-feira, agosto 31, 2011

Aniversário

Este mês, “Casos" da Propaganda está completando cinco anos de existência. Tem tido os seus altos em baixos ao longo destes anos, mas o fato é que ele continua e não tenho intenção de interrompe-lo.

Agradeço a todos os parceiros que têm ajudado bastante enviando “casos” e aos neurônios, que, apesar dos meus 66 anos continuam a me lembrar de alguns outros "casos" marcantes ao longo de minha trajetória na publicidade.

E vamuquivamu!

segunda-feira, agosto 08, 2011

O “caso” do paralítico


Republico aqui um “caso” contado em 25 de fevereiro de 2008...

Lembro-me que certa ocasião em Portugal, tive uma das discussões mais surrealistas com dois estagiários da agência sobre como se pronunciava a letra “agá” em inglês. Cheguei à conclusão que eles, os portugueses, têm o ouvido diferente do nosso. Não é possível, mas eles acham que o “agá” em inglês é mudo, ou seja: help por exemplo é “élp”. Não é à toa que lá as marcas Honda e Yamaha são pronunciadas como “onda” e “iamaá”.

Conclui que os ouvidos deles ouvem diferente dos nossos. Mas a coisa não para por aí. Existe uma xenofobia lingüística (que é ilusória) e que acusa, a nós brasileiros, de usar palavras estrangeiras em excesso. E quando digo que é ilusória, naturalmente a afirmação está baseada em três anos de convivência com termos como account, para designar contato (atendimento), ou copywriter para se referir a redator. Fato que até já contei em caso anterior publicado neste mesmo blog.

Mas uma expressão lusitana que me deixou desconcertado ocorreu no dia em que eu estava em uma ilha de edição numa produtora em Lisboa, o diretor levantou o braço e exclamou: “... entra com um paralítico!”. Juro que fiquei meio que pasmo. Por alguns instantes procurei para ver se tinha algum deficiente físico próximo a nós. “Mas, afinal, o que significa isso?”, pensei com os meus botões. Fiquei inibido em perguntar o que significava aquilo. Não fazia o menor sentido mesmo. Pus-me a observar cada gesto ou ação com extrema atenção, e, algum tempo depois, veio a resposta. Paralítico por terras d’além mar é nada mais nada menos do que frisar (paralisar) a imagem.

Tenho que admitir que neste ponto, lá à sua maneira, os “patrícios” pelo menos usam uma palavra portuguesa. Com certeza!