segunda-feira, agosto 08, 2011

O “caso” do paralítico


Republico aqui um “caso” contado em 25 de fevereiro de 2008...

Lembro-me que certa ocasião em Portugal, tive uma das discussões mais surrealistas com dois estagiários da agência sobre como se pronunciava a letra “agá” em inglês. Cheguei à conclusão que eles, os portugueses, têm o ouvido diferente do nosso. Não é possível, mas eles acham que o “agá” em inglês é mudo, ou seja: help por exemplo é “élp”. Não é à toa que lá as marcas Honda e Yamaha são pronunciadas como “onda” e “iamaá”.

Conclui que os ouvidos deles ouvem diferente dos nossos. Mas a coisa não para por aí. Existe uma xenofobia lingüística (que é ilusória) e que acusa, a nós brasileiros, de usar palavras estrangeiras em excesso. E quando digo que é ilusória, naturalmente a afirmação está baseada em três anos de convivência com termos como account, para designar contato (atendimento), ou copywriter para se referir a redator. Fato que até já contei em caso anterior publicado neste mesmo blog.

Mas uma expressão lusitana que me deixou desconcertado ocorreu no dia em que eu estava em uma ilha de edição numa produtora em Lisboa, o diretor levantou o braço e exclamou: “... entra com um paralítico!”. Juro que fiquei meio que pasmo. Por alguns instantes procurei para ver se tinha algum deficiente físico próximo a nós. “Mas, afinal, o que significa isso?”, pensei com os meus botões. Fiquei inibido em perguntar o que significava aquilo. Não fazia o menor sentido mesmo. Pus-me a observar cada gesto ou ação com extrema atenção, e, algum tempo depois, veio a resposta. Paralítico por terras d’além mar é nada mais nada menos do que frisar (paralisar) a imagem.

Tenho que admitir que neste ponto, lá à sua maneira, os “patrícios” pelo menos usam uma palavra portuguesa. Com certeza!

6 comentários:

Anita disse...

O que é a linguagem!

Jonga Olivieri disse...

Sem dúvida. A língua portuguesa tem essas particularidades.

Cantídio disse...

Ai esses portugueses.

Jonga Olivieri disse...

E nós também. Na verdade temos expressões e termos que para eles soam engraçados.

Anônimo disse...

Trabalhei em Portugal e sei o quanto pesam essas diferenças linguísticas. Ora, como!

Anônimo disse...

Caramba, como podem dizer que é aa mesma língua!?
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