sexta-feira, novembro 11, 2011

Zuindo de genial


Conheci poucos profissionais como o Jackson Drummond Zuim. Tenho alguns casos contados neste blogue sobre este criativíssimo redator mineiro. Como por exemplo: “O ‘caso’ do Barão”, postado em agosto de 2006 ou “O ‘caso’ do clube etílico”, este em março de 2007. Mas, para além desses e de um ou outro que eu tenha esquecido de relacionar aqui, ele é citado em diversas historinhas aqui transcritas.
Republico este, postado em novembro de 2008, devido à saudade provocada pela sua morte recente.

Com o Zuim, participei do Clube de Criação de Minas, e, apesar de levarmos nossos cargos muito a sério, nos divertimos às pamparras. Pelo menos bebemos muitas... ou “todas”, isso posso garantir. Aliás, quando me indicaram para ser presidente daquele clube, topei, mas com a condição da formação de um triunvirato em que os presidentes eram, além de mim, o Zuim e o Marcos Vinícius, um RTVC de Goiás, que logo voltou para sua terra natal, nos deixando em dueto.

Como não tínhamos sede própria, a diretoria se reunia invariavelmente nos bares da vida. Nossos companheiros mais freqüentes eram o Jener e o Orlandinho. Mas vez por outra apareciam outros, como o Tonico ‘Mercador’, o Pedro, o Wanderley ou o Luis Márcio. Olha, varávamos as noites, e, claro, as reuniões começavam muito bem, mas depois de uma certa hora era um pileque só.

A última vez que o encontrei nos cruzamos na Savassi. Foi em 2000, quando eu trabalhava em Beagá. Paramos e ficamos a conversar por mais de meia hora. Ele com aquele vozeirão (um tremendo dum baixo) e sempre chamando a gente de “barão”... Um amigo nosso o apelidou de “o açougueiro da propaganda”. Mas o mais engraçado é que o cara com o seu jeitão de “Fred Flintstone” é um poeta sensível, que se defende por trás de uma aparência rude. Tanto que montou uma agência de publicidade e a batizou de Sabiá.

Recentemente soube por amigos que o Zuim está adoentado. Por isso publico aqui esta homenagem a ele. E aproveito para finalizar este artigo transcrevendo abaixo um poeminha de sua autoria, que li no “Pastelzinho”, o blogue do Maurilo (link ao lado), outro redator mineiro que conheci em época mais recente... mas, apesar disso é uma sujeito decente. E talentoso.

Poeminha Abstêmio

Depois que parei de beber
Minha vida mudou
Do vinho para a água

Jackson Drummond Zuim

6 comentários:

Anita disse...

Este Zuim era mesmo "zuindo" de genial. Gostei da expressão!

Jonga Olivieri disse...

Então não é!

Cantídio disse...

Você disse: apesar disso é um suheito decente e talentoso.
Apesar disso... essa eu não entendi.

Jonga Olivieri disse...

Fui meio indefinido neste comentário, mas quero dizer que apesar de ser desta nova geração de publicitários ele tem qualidades não muito comuns a eles.
Xá pra lá, coisa de velho exigente e chato...

Anônimo disse...

Zuim marcou história na publicidade mineira.
E tem mais: ele era um "homem agância" pois era capaz de criar do conceito ao lay-out;
E, pequeno detalhe, o cara gostava de criar sozinho. Se isolava e criava tudo, tudinho.
Defeito não sô! Ele sabia o que fazia.

Jonga Olivieri disse...

Era mesmo uma particularidade dele.
Lembro que uma vez criamos um anúncio para o Clube de Criação de Minas e ele veio com um rafão num papelzinho e o layout. Eu pensei em fazer um diferente (coisa de diretor de arte),mas juro, era tão bom que acabei seguindo o dele mesmo.
Era gênio o cara!