quinta-feira, dezembro 29, 2011

Guanaes 1 e ½



O título desta postagem deveria ter sido: “Criatividade com simplicidade. Capítulo / Nizan Guanaes – Parte 1”, mas numa homenagem ao autor e, simplesmente porque cometi o engano de ter omitido o seu nome do comercial Hitler da Folha de São Paulo (1), no qual Olivetto foi o Diretor de Criação, mas ele, Nizan, o autor da obra prima, resolvi, com grande justiça, compará-lo aqui a Fellini (com o seu 8 1/2).
Taí, caro Nizan. “Eu que vi você ainda começando, mas já despontando nos seus tempos iniciais de DM9/Bahia  em 1982 quando lá fui trabalhar... “
Segue este que é o primeiro (e meio) da obra deste criativo (baiano por sinal) que foi o primeiro profissional a ter defendido comigo o conceito do “simples” como fundamental no processo criativo!

1. Coisa que foi involuntária e a falta de acesso a uma ficha técnica mais completa. A propósito, Marcelo Serpa foi o seu parceiro neste filme. Washington Olivetto o Diretor de Criação.

terça-feira, dezembro 27, 2011

Colas e ideias que colam



Uma carona interessante, e, principalmente uma ideia, uma boa e simples ideia. Certamente polêmica, obviamente oportunista, por trás de um objetivo a ser alcançado. Veja aqui como colar um conceito em menos de um minuto...

sábado, dezembro 24, 2011

A Caula é uma glacinha!

Na capa acima ela é a primeira da esquerda para a direita, na primeira fila (veja a seta amarela)

Como almoçamos na cidade ontem, dia 23/12/2011, senti vontade de republicar esta postagem. A Caula Pacheco melece.
     
Já nas bancas. Não perca!” Este era o título de uma postagem em que anunciava o lançamento de uma revistinha do Maurício de Sousa no qual minha ex dupla Carlinha ou Carlota estreava como personagem de um número dedicado à página na web que reúne um grupo de admiradores da Mônica e sua turma que visitou os estúdios do famoso quadrinista.
Para ampliar clique na imagem
Carla Pacheco, alem de redatora publicitária, hoje trabalha na Comunicação da Petrobras e, o mais importante, é personagem do Maurício de Sousa. Isso mesmo, minha querida amiga e ex parceira tornou-se a “Caula”, amiga da Mônica, Cebolinha e sua turma na revista publicada pela Panini Comics: Uma aventura no Parque da Mônica - Orkontro no Parque!.
Meus palabéns Caula por mais esta empleitada de sucesso em sua vida.
   
E assim, Carla Pacheco uma doce e delicada criatura, tornou-se personagem dos quadrinhos...




A galera no almoço da "Caulinha",dia 23/12/2011

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Anos dourados



Uma rica seleção de comerciais memoráveis do passado heróico da publicidade brasileira. A recordação de uma época um tanto quanto ingênua, de descobertas na comunicação... De novos caminhos.
Assim pode se resumir esta reunião de mais de 10 filmes que encheram as nossas telinhas de TV ainda em preto e branco, ou nos primórdios da televisão a cores.

Odd, o inesquecível jingle de Nescau... “Tem gosto de festa, dá mais vontade de...”, as Gotinhas da Esso, cuja personagem feminina foi criada aqui no Brasil por José Mello, um euro oriental de Macau (que eu tive a honra de conhecer) e que foi para o Canadá e depois Los Angeles onde se estabeleceu nos estúdios de Hanna & Barbera.
Aqui tambem o comercial da Esquire, do nosso saudoso Fernando Barbosa Lima para a companhia aérea Cruzeiro do Sul, no filme que tem como personagem central um guarda de Salvador (Bahia) que havia ficado famoso pelas piruetas e trejeitos no trânsito, entremeado de belos cenários do Brasil.

Mas chegamos à famosa criação de Paulo Cezar (Paulinho) Costa para o Banco Nacional na música natalina mais famosa da história da comunicação brasileira.
  
E o tambem inesquecível filme da Orloff “... Eu... Sou você amanhã!”? Ou o Tender da Sadia, seguido do japonês da Varig... Varig... Varig; e do famoso e inovador lançamento do BarraShopping com as "Frenéticas", criação do prematuramente desaparecido Rogério Steinberg para um shopping que inovou na forma de comunicar! Aliás, no que Rogério não inovou com sua genialidade?
Para finalizar um comercial belíssimo do Itaú e um imperdível da Coca-Cola!

Neste fim de ano, vamos ficar com as recordações e o recall desses comerciais que são parte da memória viva de nossa propaganda!
Saravá!

sábado, dezembro 17, 2011

Mais um das Havaianas...



Os comerciais das Havaianas, by AlmapBBDO têm sido excelentes. Veja e confira este! Não é tão novo assim, mas vale a pena...

quinta-feira, dezembro 15, 2011

Vamos vestir esta camisa!

Com a camiseta na Avenida Presidente Vargas
Ontem, pela primeira vez, sai com a camiseta da “campanha anti/anti/tabagista”. E foi grande a emoção de terminar a impressão e prensagem dela, estar devidamente vestido com o slogan da nossa ação!
Havia duas semanas que eu começara a circular com os adesivos nos maços de cigarros. Mas acontece que a mídia é fraca... Limitada a quem está do seu lado, num bar, numa casa... Onde mais? Surgiu a ideia de printar uma camiseta. Genial! E barata, custou entre o produto expositor e custos de impressão mais prensagem exatos R$ 23,00. Mas hoje mesmo cheguei à conclusão que o custo total de uma camiseta pode ficar em R$ 18,00.
Mas enquanto isso, queria falar um pouco da experiência de circular nas ruas, no metrô, nos ônibus. Em suma, pela cidade afora com uma chamada inusitada, diferente do que aceita o stableshiment.
Para início de conversa, pensei em existir até um certo perigo. Julgava que as “viuvinhas” iam cair de pau em cima da ideia, mas me esqueci que a direita não trabalha com a cabeça, mas com a ignorância. Tal e qual o general “Nacionalista”(1) que durante a Guerra Civil Espanhola bradava aos quatro cantos; “Abajo la inteligência, viva la muerte!”.
Por outro lado, foram-me dirigidas várias manifestações de solidariedade. As que mais me marcaram foram as do vendedor de um “sebo” na Avenida Passos que sorriu e disse: “Isto é o que sinto!”. Outra foi a de dois rapazes com que cruzei na estação Estácio do metrô e que me abriram os braços exclamando “Pensamos a mesma coisa... Parabens!”.
De resto foram olhares de soslaio, risinhos e coisinhas assim! Mas aprovei de tal forma a ação que estimulo aos companheiros de empreitada que as façam sem temor!

Esta imagem está no seu formato original. Copie, cole e imprima
1. A Guerra Civil Espanhola dividiu-se de um lado em Republicanos, aqueles que defendiam a res pública recem implantada e os Nacionalistas que representavam a oligarquia agrária e a insípida burguesia local.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Fumantes de todo o mundo, uni-vos!

O primeiro passo para uma campanha
Faz algum tempo postei no FaceBook a imagem acima (apenas virtual) elaborada no Photoshop. Foi o resultado de uma primeira experiência que fiz no tocante a uma campanha anti/anti/tabagista (1). Mas afinal, o que é o anti/anti/tabagismo?
Na verdade, essa história começa muito antigamente! Pra se ter uma ideia do quanto, quando eu nasci ela já existia! E para nós publicitários, remonta aos tempos dos “Afiches” e dos “Reclames”... Algo como “do tempo em que os bichos falavam” ou melhor, “do tempo em que os homens fumavam”.
E até por falar em “quando eu nasci...”, alguem aí se lembra do Humphrey Bogart? E do James Dean? Ou da Ava Gardner? Do tal cigarrinho pendurado no canto da boca! Pois bem, será que algum publicitário e/ou profissional de marketing vai acreditar que não havia um “mershan” por detrás de tudo isso?
Jean-Paul Belmondo
Quando eu estava lá pelos 13 anos, você fazia bonito com uma “pequena” se fumasse! Aquela pose ensaiada em frente ao espelho do banheiro só para chegar nos “hi-fis”, “festinhas” ou “arrastas”, pedir a uma garota para dançar com um cigarro bem ali, num dos cantinhos dos lábios... Como Elvis, Randolph Scott ou outro dos heróis do imaginário da época, era “charmosíssimo”!
Isto fazia parte do “ritual da conquista”. Outra coisa, no colégio se você não fumasse, era simplesmente um “sujeitinho meio por fora!”
Os fabricantes de cigarros eram as maiores contas publicitárias quando comecei a trabalher em propaganda. A Souza Cruz - leia-se BAT (2) – ou a Lopes Sá, eram os carros chefes de grandes verbas veiculadas na mídia. Quando vim a atender a Philip Morris em 1976, senti-me um criativo verdadeiramente completo pela primeira vez na vida. Na L&M atendíamos as marcas Shelton e Havaí, que estavam ali, na ponta, disputando com Minister, Hollywood ou Continental, os maiores concorrentes e líderes em vendas. Depois, na Salles passei a criar para outras marcas, entre elas Continental e Minister (3).
Havia uma propaganda massiva para consumirmos aqueles produtos e grande parte dos "carérrimos segundinhos" de comerciais em TV eram ocupados pelos tabacos. Era bonito fumar. Era “chique” estar com um cigarrinho a tiracolo e os bares eram impregnados de fumaça, nicotina e alcatrão. E ninguem reclamava disso!

Vamos pular algumas décadas e chegarmos aos dias de hoje. De “bonito” o hábito tornou-se “feio” e condenado por todas as doenças que Henry Ford e seu “Modelo T” deixaram neste mundo. O danado do cigarro, transformou-se numa verdadeira “praga”... O “único responsável pelas desgraças da humanidade”.
Mas o pior de tudo é que esta iniciativa gerou o comportamento fascista de alguns “anti tabagistas fundamentalistas”, que simplesmente abanam o nariz em sinal de repulsa ou viram a cara para um “cara” qualquer a fumar tranquilamente o seu cigarrinho nas ruas de uma cidade tambem qualquer... Surgiu toda uma “cultura inquisitiva” que passou a classificar os indivíduos de fumantes “ativos” ou “passivos” e a mandá-los arder à fogueira. Eu hein! Hoje estou empenhado em lutar por uma causa: a de me unir à luta de todas as vitimas deste comportamento e defendê-las em sua dignidade enquanto seres humanos...
Acontece que em 1981 eu havia deixado o cigarro. Para não me alongar em detalhes, passei a fumar cachimbo, coisa que faço até hoje; No entanto, nos últimos meses voltei a fumar cigarro (mesmo sem tragar) somente para exibir e espalhar a campanha que mostro aqui.
Se você é fumante, tem que se conscientizar do direito de fumar e lutar pela sua dignidade. Copie, cole e imprima esta última imagem. Ela está em tamanho natural. Ou seja, você pode recortá-la e colar no maço de cigarros em cima daquela horrível publicidade que seus algozes lhe impõem.
Por isso considero esta campanha de utilidade pública. Usem e espalhem este slogan entre os seus amigos que fumam. Afinal é chegada a hora de bradar aos quatro ventos: “fumantes de todo o mundo, uni-vos!"

1. Como ainda não compreendi o todo das novas normas do “Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa faço alguma confusão com os hífens. Por isso mesmo coloquei desta forma...
 2. BAT eram as iniciais de “British American Tobaccos”, a maior fabricante de cigarros daquele tempo.
 3. Existe neste blogue o “Caso” do homem Minister, publicado em outubro de 2007: http://jongaoliva.blogspot.com/2007/10/o-caso-do-homem-minister.html

sábado, dezembro 10, 2011

Criatividade com simplicidade. Capítulo / Olivetto – Parte 3



Vamos continuar a dar exemplos de que “criatividade + simplicidade = genialidade”, no meu ponto de vista um fator que tem que estar na cabeça de todo criativo! E mais uma vez exemplificando com um comercial de Washington Olivetto, que considero (e não apenas eu), o maior de todos os profissionais de criação de todos os tempos no Brasil.

O comercial acima é uma das peças publicitárias mais criativas e “chocantes” a que assisti ao longo de minha vida. Reproduzo a seguir um trecho do texto de Renata Mancini, Mariana Trotta e Silvia Maria de Souza da Universidade Federal Fluminense em “Análise semiótica da propaganda Hitler, da Folha de São Paulo”.

“ (...) Hitler (Brasil, 1987), premiado comercial ... (1) chama atenção pelo o que de início não diz, nem mostra. Com isso, a peça publicitária obriga um ansioso e apressado enunciatário a parar durante um minuto à espera do grande final. E ele de fato acontece. Um zoom out faz com que o ponto negro se abra em vários outros, acompanhado por uma marcação de tambor e a progressão da narrativa que acrescenta: “este homem fez o produto interno crescer(...)” “este homem adorava música e pintura (...)”. Rufam tambores e o zoom out se acelera. Um rosto é revelado. O mistério se desfaz em perplexidade: é Hitler!...”

1. Aqui as meninas diziam: "(...) premiado comercial dos diretores Washington Olivetto e Gabriel Zellmeinsteir...), mas na realidade este filme é de Washington Olivetto e Nizan Guanaes...

NOTA: Os filmes Hitler (1987), para a Folha de São Paulo e O Primeiro Sutiã (1988), para a Valisère, são os únicos comerciais brasileiros a constarem na Lista Mundial dos "100 melhores Comerciais de Todos os Tempos".

terça-feira, dezembro 06, 2011

Quadrinhos era a sua cachaça*

Quando visitamos o Flavio Colin em Curitiba (1987)
Da esq para a dir Flavio, Vi, Gustavo, eu e Norma

Por acaso conheci o Flavio Colin antes de começar em publicidade. Havia o pai de uma amiga que o conhecia de outras épocas. Épocas em que o Colin militava na luta pela nacionalização das histórias em quadrinhos no Brasil, e tinha como companheiro , na empreitada, nada mais nada menos do que o Maurício de Sousa...
Nesta ocasião ele morava na Humaitá, a apenas três quarteirões da casa de meus pais, e criamos uma amizade que tornou-se maior quando o encontrei na McCann-Erickson; ele ilustrador e eu estagiário naquela agência.
Passei a ir visitá-lo quase todos os fins de semana, principalmente aos sábados à noite, ficando íntimo dele, da Norma e dos dois filhos –crianças à época. E o detalhe é que o estúdio dele, na casa (térrea) de uma bucólica vila, ficava frente à área interna (um pátio), com uma janela. Sua prancheta bem embaixo dela, e ao fundo uma estante repleta de HQs e livros diversos.
E ali, naquele pedaço, ele virava as noites desenhando seus “frilas”, inclusive quadrinhos, como Vizunga (2) por exemplo. E eu, principiante e curioso, ficava a observar sua habilidade artística e a ouvir seus “causos” maravilhosos (3), dosados com seu fino humor e detalhes nas descrições e detalhes, muito bem regados a várias “estupidamente geladas”.
Capa d’O Anjo e uma auto caricatura...
Geralmente saia de lá, meio  trocando as pernas, o sol já estando a lançar seus primeiros raios dourados pelas ruas. Num tempo (que existiu mesmo!) em que um adolescente “bebum” andava “pelai” sem lenço, sem documento... E principalmente sem medo!
Mas HQ sempre foi o sonho do Flávio, ao qual, sem dúvida empenhou grande parte de suas forças até o fim da vida (1). Embora realce aqui que ele sempre desempenhou de forma exemplar tudo que se referisse a ilustrações e desenhos. Como no caso dos empregos que teve em agências como a McCann e posteriormente a Deninson.

Fazendo uma breve retrospectiva de sua vida, a partir de 1959 ele conseguiu dedicar-se profissionalmente à sua paixão. Em maio daquele ano, foi lançada a primeira edição de As Aventuras do Anjo, a adaptação quadrinística de um popular seriado diário da Rádio Nacional. Já nessa primeira série, o desenhista exibia um traço sintético que valorizava os contrastes entre massas de preto e branco. Uma influência de mestres como Milton Caniff (Terry e os Piratas) e Chester Gould (Dick Tracy), Colin não se limitava a copiá-los. Apresentando um estilo beirando o cartunístico, imprimiu ao Anjo um visual moderno.
No início dos anos 60, Flavio Colin firmou de vez sua técnica, em trabalhos com a adaptação do primeiro seriado televisivo produzido no país,  O Vigilante Rodoviário e a saga regionalista Sepé, além de suas primeiras HQs de terror e da série de tirinhas do Vizunga (3).
Vizunga, uma de suas grandes criações
Contudo, nos anos 1980, os altos e baixos do mercado editorial novamente afastaram Colin das bancas de jornal. Ainda assim, nas duas décadas seguintes, o Mestre nos presenteou com seu traço inconfundível em revistas de tiragem limitada ou edições independentes, como Hotel do Terror, A Mulher Diaba, No Rastro de Lampião, O Boi das Aspas de Ouro, Fawcett,  e Estórias Gerais –obras-primas do desenho em quadrinhos, que hoje inclusive constam de algumas antologias internacionais.

Colin faleceu no dia 13 de agosto de 2002, aos 72 anos, de problemas respiratórios agravados por um enfarte. Eu somente soube algum tempo depois, pois na ocasião encontrava-me em Recife, “recluso” numa campanha política, somente retornando em setembro.
O grande artista deixou saudades, pois além dos amigos, muitos fãs aprenderam a admirar seu inconfundível estilo. Ficou também a certeza de que Flavio Colin foi um daqueles talentos geniais que o Brasil produz, mas não sabe valorizar...

(*) Ele costumava dizer: “quadrinhos é a minha cachaça”.

1. Flávio Barbosa Mavignier Colin, conhecido como Flavio Colin, nasceu no Rio de Janeiro em 20 de junho de 1930. Começou a carreira de quadrinhista aos 26 anos na “Rio Gráfica e Editora”.  Adaptou para os quadrinhos radionovelas, desenhou historirtas de terror e posteriormente publicou “bandas Desenhadas” na Bélgica, Itália e Portugal. Em seus 46 anos de carreira como quadrinhista e ilustrador desenvolveu um traço marcante e exclusivo e foi (sempre) um grande defensor dos quadrinhos nacionais, sendo considerado  no mundo um dos mais importantes artistas dos quadrinhos brasileiros.

2. Em meados dos anos 1960, Colin estava prestes a abandonar os quadrinhos. Ele havia sido um dos artistas mais engajados na luta pela valorização (e nacionalização) das HQs no Brasil, e, devido a isso, sofreu boicotes e passava por sérias dificuldades na vida financeira. Maurício de Sousa foi o único autor que atravessou o período de maneira tranquila e estável, sendo ele o responsável por convidar Flavio a desenvolver com total liberdade uma série de tiras diárias para a Folha de São Paulo (4). Desta forma surgiu "Vizunga", que com o passar do tempo se tornou um “cult” dos quadrinhos brasileiros. Eu me orgulho de ter acompanhado muitos dessas “tirinhas” do personagem.

3. Flavio foi um dos melhores contadores de “causos” e piadas que conheci.

4. Maurício começou nesta época, inicialmente com tirinhas do Bidú e depois da Mônica, personagens inspirado em sua filha e no cachorrinho dela.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Criatividade com simplicidade. Capítulo / Paulinho Costa - Parte 1




O jingle reproduzido acima foi criado para o (extinto) Banco Nacional. E foi um grande sucesso. Durante muitos anos marcou a presença daquela instituição nas casas dos telespectadores durante as festas natalinas. E existe um grande recall dele até hoje.
Aliás, o criativo que o bolou, foi um dos melhores e mais competentes do Brasil em todos os tempos. No entanto conheci poucas pessoas tão discretas quanto Paulo Cezar Costa, o Paulinho Costa, ou simplesmente Paulinho para os mais chegados.
A começar pela razão (muito simples) de ter tido apenas três empregos em cerca de 40 anos de sua trajetória na publicidade: a JMM, a McCann-Erickson e a VS. Enquanto a gente pulava de emprego em emprego numa época em que as propostas choviam em “nossa horta!”, Paulinho ficava quieto no seu canto... Criando, criando e criando. Sempre criando! Era desses de madrugar na agência...

Na JMM, para alem de tantas outras peças como esta marcante do Banco Nacional, ainda foi a imagem do “Retrato do dono” (1) inserido no cartão do banco. Dali foi para a McCann, onde, como Diretor de Criação foi o autor da frase “Coca Cola é isso aí”, que simplesmente rodou o mundo todo, traduzido para dezenas de línguas. E esta frase foi uma das que mais marcaram ao longo da comunicação daquele produto.

Foi um dos primeiros a chegar na VS, lá pelos idos de 1982... E um dos últimos a sair quando a casa fechou as portas em 2006. Mas ali deixou o slogan da Veja, “Indispensável”, um dos melhores e mais simples conceitos criativos que jamais conheci. Fiz parceria com Paulinho durante mais de cinco anos e sei do seu valor. Quando o Caio Domingues faleceu ele sacou um título memorável: “Estão abrindo uma agência de propaganda no céu” (2). Caio era conhecido pelo seu temperamento cordial e finíssima educação.

É bom que se conheça um pouco da história de um dos maiores criativos (embora completamente low profile) da publicidade deste país.

1. Quando o Banco Nacional lançou o seu cartão, o particularizou como o único até então com o retrato que ajudava a identificar seu proprietário e o slogan: “O cartão com retrato do dono”. Pois bem, imagem era do Paulinho.

2. Veja o anúncio clicando no link:


Foto publicada na revista “Propaganda” quando
a VS foi escolhida (pela segunda vez) “Melhor Agência do Ano”.
Paulinho é o último (da esquerda para a direita)

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Mais bolsas, bolsinhas e Sacoletas... Japonesas




Só pra finalizar... Atendendo a pedidos, seguem mais essas três. Obrigado Torres!

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O “Caso” do Leão foi publicado em 24 de agosto de 2006.
Mas é só clicar no link abaixo para lê-lo facilmente.