segunda-feira, janeiro 30, 2012

Um fotógrafo chamado Sebastião Barbosa


Conheci o Tião em finais de 1976, quando fui dirigir uma foto para um anúncio que havia leiautado na L&M. Seu estúdio era na Joaquim Murtinho em Santa Teresa. Aliás, naqueles tempos da publicidade, tinham muitos fotógrafos naquele bairro.
O fato é que gostei do resultado e passamos a fazer muitas fotos. Foram anos e décadas de muita produção em conjunto, atravessando muitas agências e períodos de freelance...

Sebastião sempre foi um fotógrafo inovador. Havia conquistado prêmios e prestígio com fotos criativas e até polêmicas, como aquela em que fotografou a “última ceia”, composta exatamente como a famosa pintura de Da Vinci com uma mulher pelada em cima da longa mesa. E continuou a ser criativo quando fotógrafos perderam o filão das agências de publicidade, elaborando fotografias e viajando nos “espelhos dágua” de seu sítio em Petrópolis.

Foto premiadíssima
Ontem foi à sua nova, e, segundo ele, última exposição. E posso assegurar que, partindo desta premissa, Tião fechou com chave de ouro uma longa trajetória expondo fotos.

Segue abaixo o texto do press-release informativo sobre o seu trabalho:
   
“A exposição apresenta um panorama de experimentações fotográficas – imagens e câmeras – produzidas pelo artista Sebastião Barbosa nos últimos dez anos. Com uma carreira de mais 50 anos dedicada à fotografia – do fotojornalismo ao surrealismo – Sebastião empenhou os últimos 10 anos na construção de câmeras de madeira que fotografam através da técnica pinhole, onde um pequeno orifício permite a entrada de luz, técnica esta utilizada para a obtenção das primeiras imagens fotográficas no século XIX. Estarão dispostas na galeria as câmeras e suas respectivas fotos proporcionando ao visitante o dimensionamento do processo de produção daquelas imagens. Todas as fotografias foram produzidas em paisagens do Rio de Janeiro e de Paris.
Dentro de sua pesquisa com os meios primários de fotografia, Sebastião nos apresenta ainda nesta exposição uma torre composta por mais de mil latas de diversos formatos e origens, recolhidas nas ruas do Rio de Janeiro e de Paris. Tratam-se de latas que tiveram sua finalidade original descartada (guardar biscoitos, bebidas, presentes, etc.), e foram garimpadas em lixos e feiras livres pelo fotógrafo, devidamente adaptadas e transformadas em câmeras fotográficas. “Estas latas tem uma história afetiva. Fazer delas câmeras é devolvê-las um sentido, uma dimensão estética”, diz Sebastião Barbosa.

O trabalho gráfico em painéis de Joana, sua filha,
a partir de suas fotos


A exposição Sebastião Barbosa, fotógrafo, é patrocinada pela Oi, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro, realizado pela Oi Futuro e pela Incentiva, com produção de Felippe Schultz Mussel.
Em março de 2012, dentro da Coleção Arte & Tecnologia também patrocinada pela Oi, será lançado o livro Sebastião Barbosa, fotógrafo, inédita publicação que abarcará toda a trajetória de Sebastião, com textos do fotógrafo Wilton Montenegro e da pesquisadora Ana Maria Mauad, com organização de Felippe Schultz Mussel.”

Como última informação, a exposição está na “Oi Futuro Ipanema” (Rua Visconde de Pirajá, 54 – ao lado da Estação do Metrô) de terça a domingo das 16 às 21h com entrada gratuita, e ficará até o dia 25 de março.


terça-feira, janeiro 24, 2012

Criatividade com simplicidade. Capítulo /Marcos Ferraz– Parte 2


   
É a parte 2, porque, afinal de contas, o anúncio da Leda Nagle, publicado neste blogue é dele comigo, pois fui seu dupla por mais de dois anos na VS, onde criamos anúncios e campanhas inesquecíveis, sempre com “ideias simples” como o anúncio abaixo para Radioação – 1º Encontro Nacional do Rádio (1) um evento patrocinado pela ABP (Associação Brasileira de Propaganda).
O filme acima, para SOS Mata Atlântica, tambem de uma simplicidade que aqui se estende aos custos finais (2), Marcos Ferraz criou em parceria com Marcelo Gianinni na McCann-Erickson e foi produzido pela Produtores Associados, dirigido por Clemente Portela, com o áudio da Cardan.
Segundo palavras do próprio Marcos: “(...) queríamos fazer um filme que retratasse a extinção sem mostrar animais, por isso as cartelas pretas.Trouxemos um índio do Amazonas que fez os sons... O filme ganhou todos os prêmios de que participou...”

Mas, para alem disso, Marquinhos (3) tambem foi redator na Enio Mainardi, Ogilvy, Newcomm Bates e McCann Erickson (RJ, SP e São Francisco, EUA) dirigiu a criação da Ogilvy (varejo), Newcomm Bates, Adag, Debrito, Contexto Propaganda e Souza Aranha.

Faturou importantes prêmios no New York Film Festival, Global Awards, London Film Festival, Fiap, Voto Popular, Festival ABP, Colunistas Nacional e Regional, no CCSP (Clube de Criação de São Paulo) e no CCRJ (Clube de Criação do Rio de Janeiro).
Clique na imagem para ampliá-la

1. Você pode conhecer melhor o trabalho do Marquinhos em “Escola de Redatores” (link ao lado).


2. Um dado muito importante, já citado por mim em relação a custos de produção... Quando, no passado eram muito mais altos do que hoje, era um exercício criativo ter boas ideias, que gerassem resultados e não custassem demasiado.

3. Era para ter sido uma campanha que incluía rádio, claro, e teria um filmete de 10” (naquela época havia este tempo em televisão)  que começava com o close de um ovo se partindo, e, de repente subia a antena pela rachadura, ao invés do esperado “pintinho”. Pena que a ABP não tenha conseguido verba suficiente para isto e acabou decidido que somente seria veiculado o anúncio na Meio & Mensagem.
Na reunião em que a ideia foi aprovada estavam presentes, nada menos que as emblemáticas figuras de Caio Domingues e Celso Japiassú.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Um anúncio muito inspirado... Com certeza

Clique no anúncio para ampliar
Quando o Pedido de Trabalho caiu na mesa da dupla, tínhamos a incumbência de oficializar uma notícia que estava dando o que falar... A saída da Leda Nagle da Globo para a Manchete onde iria ancorar um telejornal com Carlos Bianchini.
Acho que o Marquinhos foi, como sempre, muito criativo quando sacou um título que envolvia almoço, porque tinha tudo a ver com o Jornal Hoje, apresentado –já tradicionalmente– pela jornalista, justamente a uma da tarde e ainda mais pelo fato de que na Manchete ele iria ao ar ainda mais cedo. E, melhor quando ele pegou a marcante frase dela, “com certeza”, possibilitando um arremate perfeito ao duplo sentido da palavra "almoçar".
Como era um página dupla de revista, o layout acima me veio à cabeça quase que de imediato. Foi certamente um anúncio com 99% de inspiração.  O 1% de transpiração, ficou pelo ar condicionado da nossa sala, que naquele dia estava quebrado.


Criação de Marcos Ferraz (Redação) e Jonga Olivieri (Direção de Arte), sob a batuta de Paulo Cezar Costa na Direção de Criação da VS Escala em 1989.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

O tempo passa, o tempo voa... Mas o que é bom não se esquece!



Um dos melhores jingles de todos os tempos, este marcou seu espaço no cenário da publicidade brasileira. O produto não existe mais... Poupança Bamerindus (o banco foi adquirido nos anos 1990 pelo HSBC), mas o recall deste clássico da propaganda brasileira tende a sobreviver por muitas décadas e fazer parte da nossa memória criativa.


A campanha criada pela Colucci para o Banco, conquistou entre outros prêmios, o Grand-Prix do “Profissionais do Ano” em 1992/93.
A criação foi de Fernando Rodrigues (hoje Diretor de Criação da DPZ), Milce Junqueira e Fernando Leite.
A produção da Aba Filmes, trilha de NossoEstudio, pos-produção da RBS/ Vídeo.
O jingle fora criado originalmente para o banco no início da década de 1970, com letra de Teresa Souza e música de Walter Santos, foi resgatado vinte anos depois para a magnífica interpretação do grupo “Os três do Rio” cuja versatilidade musical então despontava.


Andrés Bukowinski, diretor dos comerciais destaca o “inusitado de uma campanha onde os sotaques (Caso dos Suiços e Nordestinos) deformavam a fonética do anunciante sem que isso incomodasse o cliente. A expressão ‘Bamerindiu’, por exemplo.”


Fonte: Almanaque da Comunicação http://www.almanaquedacomunicacao.com.br

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Simplesmente... Paulinho


Paulo Cezar Costa (1), o Paulinho, foi um dos criativos mais completos que conheci. E tive a honra de ter sido parceiro dele durante mais de quatro anos na VS, fora o tempo em que ele foi meu Diretor de Criação na mesma agência.
  
O anúncio acima foi um dos últimos que ele fez comigo, pouco antes de nos deixar. Um “frila”. Mas como todas as outras vezes em que Paulinho "tocava o seu dedo de Midas", de um resultado simples, linear, claríssimo em sua mensagem.


1. Após estágio na produtora de som Sonima, Paulinho trabalhou como redator na JMM onde criou campanhas para a Casa Masson e o Banco Nacional (como o famoso jingle de Natal do banco). Foi para a McCann, e, entre outras emplacou a campanha "Coca-Cola é isso aí", traduzida e veiculada no mundo inteiro. Em 1985 transferiu-se para a VS onde ficou até o seu encerramento em 2006. Entre seus trabalhos nesta agência, destaca-se a campanha “Veja Indispensável”  (Leão em Cannes). Paulinho foi eleito duas vezes Redator do Ano pela ABP, e faleceu no Rio em 2008.

terça-feira, janeiro 17, 2012

Criatividade com simplicidade. Capítulo / Fabinho Fernandes – Parte 2



Aproveitando o embalo, apresento aqui a segunda postagem de trabalhos do Fábio Fernandes, Presidente e Diretor de Criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, fundada em 1994.

Este brilhante comercial é de uma série de outros criados por ele para a Philco. Eu o considero o melhor de todos, mas é páreo duro... Afinal, ali todos foram sensacionais!

Malt 90... Quem não lembra?


   
Um dos melhores comerciais de todos os tempos a criação de Fabinho Fernandes para a Malt 90, na Artplan.
  
E, muito embora tenha havido uma polêmica “polêmica” entre “Fabios”, porque o Lopes Siqueira reivindicou a autoria, Fabio Fernandes provou a sua genialidade pouco tempo depois, na Y&R, ao criar o excelente e premiadíssimo “Formiguinhas” para a Philco (vou postá-lo aqui em breve), e posteriormente com a sua agência, a F. Nazca... Hoje associada à Saatchi & Saatchi.
  
Bom, reveja a cerveja... E relaxe!

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Mais uma das Havaianas



A campanha das Havaianas tem demonstrado que ideias simples sempre são as melhores e mais eficazes.
Este comercial com Rodrigo Santoro é muito bem dosado de humor e leveza, um texto excelente, apenas explorando a fama do ator... E a imaginação feminina...
Mais um tento marcado pela ALMAP/BBDO!

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Propaganda radical!



Houve uma época em que a dupla de criação Liber Mateucci e João Galhardo era conhecida pelo fato de “saírem pelo mundo afora” à cata de esportes, não somente radicais, como tambem exóticos. Aliás, segundo consta, quanto mais exóticos, melhor!
Bom, se saiam pelo mundo ou escolhiam esportes “espetaculares”, até então inéditos no Brasil na sala de projeções da MPM, ali na Dona Mariana pouco importa. O importante de tudo isso é que eles criaram a campanha de cigarros mais alegre e movimentada da televisão brasileira: “Hollywood... O sucesso!”, que marcou seu tempo e criou um estilo próprio alavancando suas vendas ao topo das marcas da BAT (British American Tobacco), mais conhecida como Souza Cruz.

Certa feita, meu amigo Almir Gomes (que também foi criativo na MPM) contou-me que o custo benefício em se filmar fora do Brasil, com produtoras estadunidenses ou mesmo de outra paragens era enorme. Até porque as nossas “tiravam a pele” das agências de publicidade com despesas monstruosas de “lanchinhos”, preços exorbitantes pelo mero aluguel de “kombis" y otras cositas más!

O fato é que encontrei este “rolo” de filmes no YouTube e o exibo aqui para que possamos ter uma ideia da força desta campanha digna de nota da propaganda Made in Rio, criada naquela casa gostosa em Botafogo (1), que reunia mais de 10 duplas de criação –quando a média era de três ou quatro– na agência que foi a maior do Brasil...
A MPM foi um “Sucesso”! Como Hollywood!

1. Na época, como Diretor de Arte da saudosa  L&M (final dos anos 1970), fotografava muitos ‘packshots’ para as marcas concorrentes da Philip Morris, na “Ascot” o estúdio de Luiz Augusto de Britto... E, de quando em vez, ia até o muro nos fundos da casa, situada na Sorocaba só para, ao subir num banquinho, dar uma espiadela no movimento da então mitológica MPM...

sábado, janeiro 07, 2012

Propaganda dos tempos da brilhantina


Encontrei esta verdadeira “pérola da história da publicidade radiofônica” brasileira no ALMANAQUE DA RÁDIO NACIONAL (1) de autoria de Ronaldo Conde Aguiar. Seguem abaixo trechos do texto:

OS JINGLES DA RÁDIO NACIONAL

Não há ouvinte antigo da Rádio Nacional que não saiba cantar alguns dos velhos jingles que, nos anos dourados, deliciavam nossos ouvidos. Querem ver? Então repitam comigo: Melhoral, Melhoral É melhor e não faz mal!

Estes versinhos mostram bem o sentido e a estrutura dos jingles daépoca: melodia simples, bom humor, letra fácil e de rápida memorização. Na verdade, os jingles tinham, ou deveriam ter, a mesma estrutura das marchinhas carnavalescas, daí o fato de que, passados tantos anos, ainda permanecerem vivos na nossa memória. Há coisa mais objetivamente singela e bonita que o jingle do Colírio Moura Brasil?
“Duas gotas, Dois minutos, Dois olhos claros e bonitos”

Conta-se que Paulo Tapajós ganhou uma pequena fortuna ao escrever o jingle do Detefon (Detefon/É que mata/Moscas e mosquitos/Pulgas e baratas!), bem como o produtor e escritor Ghiaroni, que bolou não só a vinheta"Gebaratíssimas" para a rede de Casas Gebara (especializada na venda de tecidos) como o bordão "Pequeninas, mas resolvem" para as Pílulas de Vida do Dr. Ross.

A produção de jingles era essencialmente amadora ou, mais exatamente, pré-capitalista. A verdade é que ela pouco dependia das poucas agências de publicidade (em geral, americanas) então existentes no eixoRio/São Paulo. O que prevalecia, de fato, era o talento de homens como Haroldo Barbosa, Antonio Maria, Almeida Rego, Fernando Lobo e Nestor de Holanda, além dos já citados Ghiaroni e Paulo Tapajós.

A coisa funcionava mais ou menos assim: o patrocinador interessava-se por um programa que lhe era oferecido. Discutia-se o melhor horário de apresentação, os custos e a propaganda do produto ou do patrocinador (às vezes, os dois coincidiam), que era encomendada a algum radialista. A atividade era estimulante e funcionava como uma fonte de renda adicional para o autor do jingle.

Nem tudo era simples e fácil. O jingle, sim, este tinha que ser extremamente enxuto e marcante, mas o processo de escrevê-lo às vezes demandava dias e noites de sofrimento para o autor, à cata da melhor rima e da melodia mais graciosa. Em geral, o resultado era satisfatório, e mais uma"musiquinha de produto" incorporava-se à nossa cultura radiofônica.
Os jingles fizeram parte do mundo mágico da Rádio Nacional. Nós, os velhos ouvintes da PRE-8, ainda lembramos, com extrema saudade, do poder e do encanto daquelas "musiquinhas de produtos". Quem não lembra?

NOSSOS COMERCIAIS, POR FAVOR!

REFRIGERANTE GUARÁ
Guará, Guará, Guará, Guará! Melhor refrescante não há! Guará, Guará, Guará, Guará! Melhor refrescante não há. Eu vou ali, já volto já, Eu vou depressa beber o meu Guará! Guará, Guará, Guará, Guará!

LÂMPADAS GE
Se a lâmpada apagar... Não adianta estrilar... Nem bater o pé! O que resolve... É ter logo à mão... Lâmpadas GE!

MELHORAL
Melhoral, Melhoral... É melhor e não faz mal! (Locutor: Tome Melhoral. É batata!!!)

GRAPETE
Quem bebe Grapete, Repete!

CASAS PERNAMBUCANAS 
Não adianta bater... Eu não deixo você entrar... Nas Casas Pernambucanas... É que eu vou... Aquecer o meu lar... Vou comprar flanelas... Lãs e cobertores eu vou comprar... Nas Casas Pernambucanas... E nem vou sentir... O inverno passar.

MELHORAL
Melhoral, MelhoralÉ melhor e não faz mal! (Locutor: Tome Melhoral. É batata!!!)

GRAPETE
Quem bebe Grapete, Repete!

CREME DENTAL COLGATE
Limpa bem seus dentes... Creme dental Colgate... Perfuma o hálito... Enquanto limpa os dentes (Colgate, Colgate!)... Perfuma a boca (Colgate!)... Enquanto limpa os dentes (Colgate!)

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Criatividade com simplicidade. Capítulo / Mauro Matos – Parte 1



Olha, foi difícil... Procurei demais pelos YouTubes da vida o comercial da Contemporânea para a De Millus. Sim, aquele das mulheres jogando futebol, e acabei encontrando.

Mas foi no Almanaque da Comunicação (1) que o encontrei... E esta publicação comenta que o comercial –produzido em 1988– “... mostrava um jogo de futebol entre homens e mulheres, elas usando calcinha e sutiã. Num certo momento uma linda modelo mata a bola no peito, quase que literalmente, e então a trama se desenvolve embalada pela magnífica trilha sonora de Luis Bandeira, celebrizada pelo Canal 100, o noticiário esportivo que antecedia a exibição de filmes nas salas de cinema. A música “Que Bonito É”, até hoje um símbolo do futebol brasileiro, utilizada sempre que se exibem imagens de grandes clássicos do passado, enriqueceu o comercial em questão, um dos mais premiados da propaganda brasileira nos anos 1980...
É a hora e a vez dos cariocas!
Mauro (de chapéu) durante as filmagens

... O mote ‘Seleção De Millus 88. Os homens estão perdidos’ posicionava a nova linha de roupa íntima da fábrica, realçando os seus atributos de resistência e modernidade. O certo é que o comercial agradou ao público e conquistou importantes prêmios como um Leão de Ouro no Festival de Cannes. No Brasil obteve o Grand Prix do Profissionais do Ano na categoria Mercado e ainda o do Prêmio Colunistas, escolhido como Comercial do Ano”.

A criação foi de Mauro Matos e Cristóvão Martins. Mauro foi meu Diretor de Criação na L&M (1976/79) e na Contemporânea (1983/85) onde tive o prazer inenarrável de trabalhar com um dos maiores criativos deste país. Um profissional que uma vez criou um anúncio para uma pomada, cujo título era “simplesmente”: “Hemorróida é uma doença que dá na cara” ou o famoso slogan para os Classificados de O Globo, parodiando inteligentemente as pílulas de vida do Dr. Ross: “Pequeninos, mas resolvem" (2). Isto só para citar uns poucos que me vieram à cabeça de lampejo. Antes disso, Mauro Matos havia sido Diretor de Criação da McCann Rio e atendeu Coca-Cola, Esso e tantas outras contas de peso!


2. O original de Giuseppe Artidoro Ghiaroni era "Pequeninas, mas resolvem"

domingo, janeiro 01, 2012

Afinal... O humor é fundamental...



Aproveitando esta madrugada do primeiro dia de 2012, ao chegar em casa, procurei comerciais bem humorados para uma feliz postagem de ano novo!
São todos comerciais onde o “simples” se junta ao “humor”.
Aliás, coisa mais simples do que o humor? Ou você, numa roda de amigos iria se lembrar de uma piada complicada?