quarta-feira, janeiro 11, 2012

Propaganda radical!



Houve uma época em que a dupla de criação Liber Mateucci e João Galhardo era conhecida pelo fato de “saírem pelo mundo afora” à cata de esportes, não somente radicais, como tambem exóticos. Aliás, segundo consta, quanto mais exóticos, melhor!
Bom, se saiam pelo mundo ou escolhiam esportes “espetaculares”, até então inéditos no Brasil na sala de projeções da MPM, ali na Dona Mariana pouco importa. O importante de tudo isso é que eles criaram a campanha de cigarros mais alegre e movimentada da televisão brasileira: “Hollywood... O sucesso!”, que marcou seu tempo e criou um estilo próprio alavancando suas vendas ao topo das marcas da BAT (British American Tobacco), mais conhecida como Souza Cruz.

Certa feita, meu amigo Almir Gomes (que também foi criativo na MPM) contou-me que o custo benefício em se filmar fora do Brasil, com produtoras estadunidenses ou mesmo de outra paragens era enorme. Até porque as nossas “tiravam a pele” das agências de publicidade com despesas monstruosas de “lanchinhos”, preços exorbitantes pelo mero aluguel de “kombis" y otras cositas más!

O fato é que encontrei este “rolo” de filmes no YouTube e o exibo aqui para que possamos ter uma ideia da força desta campanha digna de nota da propaganda Made in Rio, criada naquela casa gostosa em Botafogo (1), que reunia mais de 10 duplas de criação –quando a média era de três ou quatro– na agência que foi a maior do Brasil...
A MPM foi um “Sucesso”! Como Hollywood!

1. Na época, como Diretor de Arte da saudosa  L&M (final dos anos 1970), fotografava muitos ‘packshots’ para as marcas concorrentes da Philip Morris, na “Ascot” o estúdio de Luiz Augusto de Britto... E, de quando em vez, ia até o muro nos fundos da casa, situada na Sorocaba só para, ao subir num banquinho, dar uma espiadela no movimento da então mitológica MPM...

10 comentários:

Anita disse...

E essa campanha marcou uma época da publicidade brasileira.

Jonga Olivieri disse...

E sem dúvida uma época de grnade criaitividade.

André Setaro disse...

Quando acordava, escovava os dentes com a pasta Kolynos e penteava os cabelos usando um pouquinho de Gumex. Depois do café da manhã, do 'breakfast', o primeiro cigarro do dia, Hollywood, e sem filtro. Antes, porém, no lavatório, usava Gilette para deixar a minha cara devidamente rapada. Naquela época, barba de um dia era sintoma de vagabundagem, de pessoa desleixada. Assim como ia a um recepção noturna "de manga de camisa", como se dizia. O homem correto deveria usar um paletó nas mais diversas ocasiões. Para uma 'soirée', você tinha que se vestir e colocar um esporte fino. Mas não estou fazendo juízo de valor, mas, apenas, constatando fatos.

Hoje em dia se vai ao cinema como quem vai a um estádio de futebol: alpergatas havaianas, bermuda, o escambau. Não se toma banho mais com o sabonete das rosas, Phebo', feito artesanalmente. E ainda se usa desodorante ou seiva de alfazema? Eu uso desodorante Rexona.

Jonga Olivieri disse...

É isso aí, André. Definiu e falou tudo sobre uma época!

Anônimo disse...

Muito boa esta canmpanha de Hollywood. Eu me lembro dela pois quando passou eu ainda nao havia vindo para ca.

Anonymous
New York

Jonga Olivieri disse...

Foi nos anos 1970, mas acho que foi até os 80...

Cantídio disse...

O Sucesso mesmo!

Jonga Olivieri disse...

Holyyywoood !!!

almagro disse...

Bela record. + 1 detalhe: segundo o Abel - Abelardo Cid, dir. da conta - algumas trilhas, ou todas, eram inéditas, ou seja, tocavam no VT antes de chegarem ao mercado (as bolachas, mesmo) e nas rádios e, quando isso acontecia, ocorria de serem chamadas, por um tempo, da "música do Hollywood", o que acabava sendo ótimo negócio tanto para o artista/gravad. qto. p/o anunciante, q reforçava o conceito de "sucesso", além do ineditismo e tinha ainda os links promo c/base neste binômio "esportes-música", os eventos anuais Hollywood Rock, Surf, Vela e Motocross, todos tbém pela MPM, ao menos assim eu via, bem de perto, tal estratégia. Valeu, Jonga, desculpe a extensão do comment, sem pretensão histórica. Abs.

Jonga Olivieri disse...

Pode até não haver pretensão histórica, mas tudo que você falou é história amigo Almir. Até porque você presenciou os fatos 'in loco'...
Quanto à extensão do comentário, este foi muito elucidativo e contribuiu para enriquecer a postagem.