sexta-feira, setembro 14, 2012

O “caso” do elevador – parte 2... E outras histórias do Fred



O Fred Coutinho comentou neste blogue que eu havia esquecido do “melhor projeto”. Bom, neurônios queimados à parte, segue lá “o mais seguro de todos os elevadores”.


Segundo palavras dele mesmo, “a pessoa entrava no elevador e este ficava parado, o prédio é que descia ou subia.
Era muito prático e não havia jeito da pessoa ficar presa no elevador, uma vez que o prédio não enguiçava por ter um equipamento movido a campo eletromagnético, igualmente patenteado por nós, completamente à prova de falhas.
Eu sempre disse que não dá pra confiar num troço sustentado por um cabo. No mínimo um general.”
E ces’t finie!


Mas o Fred não se esgota num mero –porem brilhante– projeto de elevador. Aliás, Carlos Frederico constituiu-se sempre numa inesgotável fonte de casos sui generis... A começar pelo seu jeito blasé de ser. Um olhar entre o simplesmente desligado ao desligadamente “não tô nem aí” a enroscar intermitentemente a barba.

À noite saíamos em grupo. Costumávamos fazer isto porque a Salles tinha uma turma grande e a gente se divertia às pamparras. Sextas, ao findar o expediente era meio sagrado adentrar as madrugadas desta Guanabara à cata de novas emoções. E tudo isso avec, quer dizer, devidamente acompanhados das respectectivas e/ou respectivos.
Certa ocasião, todos, inclusive eu –completamente de porre–, porque naqueles tempos, graças aos deuses não havia “Lei Seca”, paramos à procura de um bar, numa subidinha do Vidigal, bem atrás do Sheraton e eis que surge o Fred no “Puma” do Fabinho com uma tremenda duma placa de “PARE” nos braços. Pena que ainda não havia câmeras digitais naquele tempo... A cena, porem, está na minha cabeça até hoje. Hilária!

Mas existiam tambem as festas na casa do Chicão, RTVC da agência, em Piratininga, pra lá de Niterói. Íamos pelas manhã, cedinho e só voltávamos altas horas da madrugada. Tudo muito bem regado a churrasco, cerveja a rodo, caipirinha de todos os sabores e dança... Sim, muita dança, porque existiam alguns e algumas “pés de valsa” na turma, que sai da frente!



Tempo bom... Saudades de uma época marcada, como já referi anteriormente, por muito trabalho, viradas homéricas, mas, antes de mais nada bastante risadas e momentos inesquecíveis... E Fred Coutinho era figura indispensável em todo este cenário.












4 comentários:

Joelma disse...

Este elevador é de fato o mais seguro kkkkkkkkkkkkkk!

Cantídio disse...

Esta dele com uma placa de “PARE” nos braços dentro de um Puma é genial!
E a sua montagem da ocasião ficou muito boa mesmo.

Anônimo disse...

Jonga, você esqueceu de dizer que era uma placa de PARE com poste e tudo, daqueles de madeira. Fabinho e eu bebemos tudo e saímos por Ipanema, daí a gente viu um poste de madeira com a placa, e resolvemos
levar. Então o Fabinho parou o carro, abaixou a capota
e a gente ficou um tempão pra tirar o poste. Depois colocamos o poste no carro e não deu pra fechar a capota. Daí a gente saiu com a capota aberta mesma,
e não aconteceu nada, nenhum guarda parou a gente.
Agora, que o elevador era mais seguro, isso era!

Jonga Olivieri disse...

Acho que descreví perto disso: "(...) e eis que surge o Fred no “Puma” do Fabinho com uma tremenda duma placa de “PARE” nos braços..."
E, muito embora não tenha citado textualmente "com placa e tudo", tasquei lá uma imagem da cena...