segunda-feira, novembro 12, 2012

O "caso" da estagiária

Foto mais atual da Beth. Ainda linda!

Esta postagem já foi publicada neste blogue em 2007...

Agência grande tem alguns probleminhas. Um deles é a quantidade de estagiários que pintam. Vá lá, quando o dito cujo tem talento, é bom. Quando não tem, é um saco só de ficar imaginando que aquela figura vai ficar pelo menos uma semana na sua sala, e você terá que aturar; porque afinal de contas, geralmente são filhinhos de clientes importantes.

Na Salles era assim. Os mais de dois anos que passei naquela agência, posso contar nos dedos os dias em que ficamos sem um estagiário na sala.

Havia aqueles que somavam. O Valois foi um exemplo. Ganhamos até um prêmio com um anúncio para a Souza Cruz. Posteriormente chegamos a formar uma dupla em outra agência.

A Bebel, sobrinha do Mauro Salles, foi outro exemplo de uma estagiária motivada. Tanto que anos depois, tive uma reunião na Mesbla Móveis e ela estava lá, como diretora de marketing.
Mas tinham as garotinhas vazias, que às vezes salvavam-se por serem pelo menos um colírio para os olhos. E pior, os garotinhos mimados, que nem isso eram.

Lembro-me de uma delas (não me recordo do nome), que era uma gracinha, menina linda. Mas quando falava tinha a língua presa, o que quebrava todo o seu encanto.

Um dia surgiu a Beth. Uma graça de estagiária. Ao mesmo tempo, revelou-se logo excelente. Participativa, era curiosa e produtiva. Tudo na medida certa, sabendo o seu lugar na engrenagem.
Ficou uma semana conosco.

Lá pela metade de sua estadia, fiquei sabendo uma coisa sensacional. Ela era filha de Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim. Isso mesmo: filha do Tom Jobim... Vê se pode !?
Num desses dias em que ficou na nossa sala, a Beth foi almoçar conosco. Eu não aguentei, virei pra ela e disse:

- Olha Beth... você está fazendo estágio com a gente... tudo bem... mas, na verdade eu vou lhe pedir uma coisa... será que você se importa?

Fiz uma breve pausa, respirei fundo e continuei:

- Posso colocar isso no meu currículo?


9 comentários:

Saulo Silveira disse...

Muito bom, relembrar o mundo da publicidade, o caso é saboroso, porque o cozinheiro, sabe os temperos certo. E no final arremata tudo com uma fina tirada de humor. Bravo!!!

Reinaldo disse...

Que legal, Oliva!
E não pintou nada entre vocês? Já pensou ô cara? Voce teria sido o genro do Tom Jobim (Rs)

Joelma disse...

É no que dão comédias como essa do Bruno Mazzeo: vulgaridade.
Alguem logo pensa nisso. Ou melhor, só pensa naquilo.
Reinaldo, naquela época o Jonga já era casadinho da silva!

Mas o caso é muito bom!

Jonga Olivieri disse...

Gente, só para esclarecer: nunca houve nada entre nós, a não ser uma boa e saudável amizade.
Depois, e até infelizmente, nunca mais a vi.
Além do mais, primeiro já era (e continuo) casado com a Vi.
Segundo, estava beirando os 40 e ela era uma garotinha de uns 18 aninhos.

Cantídio disse...

Gente maldosa. Segundo o professor Raimundo: só pensam naquilo!

Ernani disse...

Mas que ela é uma 'gracinha', sem dúvida que foi (e continua sendo).
E eu lembro dela cantando no coral do Morelembaum naquele especial do Tom na Globo!
Tenho o DVD.

Anônimo disse...

Para informação geral, Elizabeth Joobim, além de "bonita' também é artista plástica tendo feito mestrado em Belas-Artes, na School of Visual Arts (Nova York).
Chega?

L.P.

Castelar disse...

E ainda dizem que mulher bonita é burra!

Anônimo disse...

Muuuito Legal! Parece sempre uma conversa ao pé do ouvido, entre um bolinho de bacalhau, um chope na pressão e as suas histórias que me atingem os ouvidos repletas de cores!!!

Graça