terça-feira, julho 16, 2013

O lançamento de “A Alteridade Ameríndia na Ficção Contemporânea das Américas" contou com a presença de Antônio Torres

Rita ao lada de Isabel Lustosa, Antônio Torres e eu
Foi de fato emocionante reencontrar Rita Olivieri-Godet, após tanto tempo(1), no lançamento de seu livro “A Alteridade Ameríndia na Ficção Contemporânea das Américas”, lançamento da Editora Fino Traço, e que teve a sempre brilhante participação de meu amigo velho de guerra, o intelectual e escritor Antônio Torres.

Pretendia começar a ler sua publicação ainda hoje, mas infelizmente, por estar lendo quatro livros em simultâneo, sendo que um deles (“Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente), para o qual preparo uma análise mais completa e profunda, que vou publicar, em breve, tem-me tomado algum tempo dos dias e madrugadas, numa transpiração e pesquisaa exaustivas.
Antonio Torres e eu
Rita fez uma brilhante introdução sobre a temática abordando a literatura dos índios americanos, referindo-se corretamente a americanos como aqueles que habitam o continente, da Terra do Fogo ao Alasca; assunto que destaquei no debate posterior, reforçando a tese de que os ianques são na verdade e apenas “estadunidenses”, e nós, todos os que nasceram no chamado Novo Mundo, somos americanos.


Neste debate, tambem coloquei a questão relativa à omissão e falta de estímulo das ”autoridades” sobre a divulgação das culturas indígena e afro-descendente, citando inclusive que o famoso dono da Casa de Ruy Barbosa, foi encarregado, no inicio do século passado de queimar todo o arquivo de documentos sobre os “quilombos”, coisa que, segundo consta nos anais da Primeira República, a “Águia de Haia” o fez sem o menor constrangimento. Tudo para reforçar a ideia de que o brasileiro é de índole pacífica(2).  

Virginia, o filho Marco, eu e Rita
A realidade é que os europeus exterminaram os donos da terra americana em nome de uma pretensa “civilização”, alegando, segundo as palavras da própria autora, a combater a “barbárie” dos “silvículas”... E provaram justamente o contrário desde o “holocausto” nos Estados Unidos à violência selvagem na Argentina. Passando pela destruição das artes Inca, Maia e Azteca, que partiram do derretimento de maravilhosas esculturas, para serem enviadas à corte espanhola na forma de toneladas de barras de ouro.


1. Conheci Rita na Bahia, já faz algum tempo, quando era casada com um primo. Mas já se notava a sua vivacidade e carisma, fatores que a levaram a ser, após quase duas décadas na França coordenadora da Faculdade de Letras da Université Rennes 2, alem de membro do importante Institut Universitaire de France.


2. Hoje, estamos passando um tempo em que o mito do “brasileiro pacífico” está sendo colocado contra a parede com as manifestações do proletariado e das classes médias, a protestar por todo o país.

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7 comentários:

Anselmo disse...

Muito bom, principalmente pela presença de Antonio Torres. Eu estava lá e presenciei. Inclusive sua participação. Parabéns, cara!

Cantídio disse...

E o livro é muito bom. Comprei lá e já estou quase terminando.

Anônimo disse...

Valeu, nobre Jonga.
Bela divulgação. O livro da nossa amiga Rita Olivieri-Godet é excelente.
E muito oportuno, por sinal.
Brigadin, brigadão.
Abração.
Antônio Torres

Anônimo disse...

Que postagem alegre, leve e culturalmente rica.
Como eu gostaria de nao estar tao longe num momento assim!

Anonymous
New York

Ernani disse...

Encomendarei pela intenet à editora, embora possa dar um prazo de uma semana porque é sempre melhor comprar numa livraria. Principalmente se for a Cultura. Você viu como (e já até falou sobre isso) está linda aquela no local em que foi o cinema Vitória.

Rui de Sá disse...

Interessou-me, mas provavelmente esta edição, tão cedo há de chegsr aqui por terras de Portugal. Por isto mesmo vou encomendar à Editora.

Anônimo disse...

Pena que não pude ir.. Mas vou comprar, ou numa livraria ou pela internet....

Tavim