segunda-feira, dezembro 22, 2014

“Casos” que o Pedrosa contou – 2


O “caso” do nome errado

Uma ocasião escrevi para o Pedrosa acerca de um comentário (meio tolo) que lhe fizera um dia, quando estava fazendo um frila na Contemporânea, sobre o fato de que, ao invés de Carlos, seu nome ficaria mais “rimante” se fosse Pedro. E ele me respondeu o seguinte:

“Caro Jonga: então, a propósito, existe um bando de dinossauros que ainda me chama de Pedro até hoje. Pelo seguinte: houve uma prisca era em que eu tinha secretária e costumava fazer memos internos à mão, com caneta ou lápis. A secretária então datilografava e ia distruibuindo para os copiados.
Pois aconteceu de entrar uma nova secretária, coitada, que logicamente não estava habituada com a minha letra. Bateu o primeiro memorando direitinho, localizou todos os destinatários, menos o último.
  
Saiu então ligando para cada um dos departamentos, que eram muitos, e ninguém conseguia ajudá-la a achar aquele desconhecido funcionário, que era, claro, um certo Pedro Sá, que foi como a pobre moça entendeu os garranchos com que eu escrevera meu próprio último nome.
  
E assim, durante muitos e muitos anos após, eu fiquei sendo Pedro Sá, e depois, simplesmente Pedro.”
  

5 comentários:

Anita disse...

Este Carlos Pedrosa!

Anônimo disse...

Tambem conheci o Pedrosa na McCann-Erickson. E como estagiario de redacao. Aprendi demais com ele, e sem os ensinamentos dele jamais poderia ter vindo para USA.

Anonymous
New York

Cantidio disse...

Ele tinha um jeito todo especial de escrever as coisas como se estivesse falando.
De uma forma extremamente coloquial.

Tavim disse...

A muié era muito burra, convenhamos, confundir Carlos com Pedro e Pedrosa com Sá... Putz!

Anônimo disse...

Ele foi "o cara".