quinta-feira, janeiro 01, 2015

O “caso” do papo no Garden

Este caso foi publicado neste blogue em janeiro de 2007. E o estou republicando em homenagem a um dos personagens que deixou saudades neste pedaço...

Era dessas tardes de domingo, em que não se tem muito o que fazer. Aliás, existe coisa mais chata do que uma tarde de domingo? Bom, o certo é que às vezes, a gente sem querer acerta um desses programinhas, que ficam até agradáveis, apesar do dia. Foi o que aconteceu naquela tarde. Toninho Lima, eu, e respectivas famílias, traçando pizzas no Garden. O certo é que nós estavamos lá, papo vai, papo vem --o negócio em tardes de domingo é jogar papo fora pra ver se o dia consegue passar menos dolorosament- -, e, eis que surge o Pedrosa. Naquele tempo, o Garden tinha uma mureta aberta e um toldo.

O Pedrosa passou ali. Ele também nos viu e começamos a conversar. E a dita conversação estendeu-se por, sei lá eu, talvez uns cinco, seis minutos. A verdade é que estava agradável. O Pedrosa com aquele seu jeito desligado, encostado na mureta do Garden, a cinza despencando de seu cigarro. Ele acende o cigarro, e apaga algum tempo depois. De resto, deixa a cinza cair. De repente, incomodado pelo fato do Pedrosa estar de pé ali fora do bar, o Toninho virou-se para ele e disse:

-- Pô, bicho, entra e senta com a gente na mesa...

-- Ih, é mesmo. Quer dizer... eu estava aí dentro com o meu pessoal e fui comprar cigarro. Bom, deixa eu entrar e ficar com eles. Respondeu o Pedrosa esboçando um sorriso.

Grande Pedrosa...

4 comentários:

Tavim disse...

Como todo gênio, Pedrosa era muito desligado!

Cantidio disse...

A fama dele era essa. Quer dizer, além de sua criatividade, claro!

Anita disse...

Ué, por que esta culpa no desligamento. Defendendo o comportamento dele, acho natural que ao encontrar amigoss fique mesmo conversando.

Anônimo disse...

Ja tinha lido este caso porque voce publicou ha muitos anos atras e eu nao esqueci dele.
Porem, reli com o mesmo prazer, como se fosse a primeira vez.

Anonymous
New York